“Abençoado o homem que, não tendo nada a dizer,
se abstém de demonstrá-lo em palavras”. (George Eliot)
O sono é uma necessidade vital dos seres humanos. Através dele o nosso corpo consegue reparar o desgaste de um longo dia de plena atividade. Embora fatores físicos e psicológicos influam diretamente na qualidade do sono o maior inimigo deste, ultimamente, tem sido o abuso de algumas pessoas em relação ao mal uso de aparelhos de som e afins. Mesmo existindo uma lei municipal que proíba e regule os decibéis para certos horários do dia e da noite algumas pessoas ainda insistem em burlar a regra e tornar mais neurótico e insalubre o ambiente onde outros são muitas vezes obrigados a suportar esse tipo de conduta nada agradável. Cada dia que passa o desrespeito vai ocupando lugares que não precisam de som alto como: interiores de transportes coletivos, salas de aula ou pátios de escolas e outros ambientes fechados onde altos decibéis causam aversão em vez de apreciação. Claro que as pequenas linhas deste comentário não têm o fito de avaliar ou julgar o estilo de musical de cada um, pois, isto é tão pessoal como a roupa que vestimos ou como a comida ou bebida que degustamos. Quando observado do ponto de vista da intensidade do que está sendo executado de forma exagerada, perdemos rapidamente a calma, pois, o nosso sossego é completamente cerceado por uma onda sonora altissonante e desagradável que se espraia sobre a cidade invadindo insolentemente os lares tirando a paz e o sossego de quem precisa de algumas horas de sono para nutrir a mente e o corpo para mais um dia luta. Inunda-se sobre a metrópole desvairada e ensurdecida os altos decibéis: seja de um bar altas horas da noite, seja de um culto religioso que prega a paz; buzinas de automóveis; vizinhos que não sentem que a noite chegou ou mesmo de uma simples festa que foi prorrogada até o dia seguinte. A situação parece fugir ao controle dos poderes públicos que fazem de tudo para coibir a situação com a apreensão e destruição de equipamentos de “som pesado” e aplicação de multas por causa da infração do limite inapropriado para a execução das ondas sonoras que geram com isso perturbações no ambiente dificultando a convivência no meio social. Em verdade a “zoada” não é tolerável em hora nenhuma nem de noite, nem de dia, pois, torna inviável o diálogo, o descanso, o lazer e a vida de muitas pessoas. Cada situação tem que ser analisada de tal forma que a coerência e a educação sejam levadas em conta na hora de resolver o problema de forma amigável e pacífica. Um simples botão pode por fim a uma “guerra” barulhenta e intransigente, bastando apenas ser girado no sentido anti-horário. Quando nos colocamos no lugar dos outros aprendemos a valorizar a nós mesmos. Onde existe a boa convivência não é preciso aplicação de normas ou leis carregadas de artigos imperativos e proibitivos exigindo de todos ao menos que seja feito um minuto de silêncio.
Jucênio Cordeiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário