Estamos no fim. O fim de mais
um ano. Um ano bissexto. Isso só se repetirá daqui a quatro anos. Quantas
coisas aconteceram e ainda vão acontecer. Fala-se muito de uma profecia que
indica um termo final para a humanidade
após vinte e um de dezembro! Um medo indefinível toma conta das pessoas que
sentem algo iminente a cada dia, a cada hora que corre junto com os ponteiros
do relógio. Será que tem fundamento um temor pelo “fim do mundo”? A humanidade desde milênios através de
profetas e sinais da natureza vem sendo advertida sobre o modo inconseqüente
como trata o seu semelhante, o meio onde vive e até a si próprio. É lembrar-se
das guerras geradas pela ganância e frieza intima que visa apenas poder e
enriquecimento a custa de milhões de vidas que foram ceifadas precocemente.
Pensai nas crianças mutiladas e na crueldade covarde dos supostos “vencedores”.
A busca pelo lucro exorbitante criou legiões de miseráveis e famintos que são
reduzidos a couro e osso! As intrigas, a calúnia, o mal querer, a inveja, a
mentira entre outros foram semeados e
cultivados ao longo do tempo pelas pessoas e hoje são até vistos como
“virtudes”. A estupidez humana atinge o seu auge! Na ânsia de lucro foram
expulsos os verdadeiros habitantes da natureza: árvores seculares foram
derrubadas e transformadas em cinzas e fumaça! Animais silvestres viraram
objetos da vaidade da moda e da
gastronomia! A água se tornou uma ameaça para a saúde e o ar vai sendo
sobrecarregado com poluentes cada vez mais nocivos. Holocausto! Órfãos do
Vietnã e Camboja! Óleo queimado junto com seres humanos no Iraque! Embriaguez
dos sentidos gerados por um comportamento sexual exarcebado e doentio! Crianças
sem alegria, adolescentes homicidas! Famílias dilaceradas. Correm-se rios de
dinheiro a troco de nada! De um lado a
inversão de valores e do outro as Bolsas de Valores que escravizam sem
escrúpulos o gênero humano. Enfim a humanidade está sentada nos bancos dos réus
desde tempos imemoriais! O ser humano fez questão de esquecer o amor ao seu próximo. Temos tempo para tudo; menos
para pensar um pouco sobre a nossa conduta, nossas palavras e pensamentos. Até
que ponto contribuímos para dar limpidez de nossos pensamentos. O que irá
acontecer após o dia vinte e um de dezembro não sabemos, mas temos motivos
suficientes para acreditar que o gênero humano em sua maioria chegou a um termo
final! Como a humanidade tornou-se tão fria, calculista e seca de sentimentos. Somos
apenas uma pequena e prepotente fagulha e não nos damos conta disso! Nossa presunção cai por
terra e desaba sobre nós. Busquemos sempre o que é bom, pois, isto afasta o medo indefinível que temos de um
dia sermos chamados para prestar contas do que nos foi confiado para o nosso
desenvolvimento.
Jucênio