Talvez seja mais fácil falar de
uma pessoa que gostamos apenas enumerando as suas qualidades boas. Quando vamos
listar as deficiências às vezes pesamos até mesmo as palavras e desta forma esquecemos-nos
das fragilidades que desnudam a nós minúsculos seres humanos. Às vezes o que
julgamos como virtudes na verdade são fraquezas enrustidas sorrateiramente por
nossas vaidades. Em 2002 um jovem
morador do bairro revolucionou o conceito de organização de um campeonato
amador. Formou-se uma equipe que conseguiu sob a sua batuta dar o pontapé
inicial desse grande projeto. Boa parte desta equipe, na época, não absorveu de
forma eficaz o que seria sustentar este processo revolucionário. Com isso a sua
forma de cativar e fazer amizade ficou muitas vezes incompreendidos por pessoas
que só se aproximaram para obter algum tipo de vantagem. As sandálias da
humildade que deveriam calçar os pés desse Presidente “descalço” foi muitas
vezes mal interpretada por pessoas que não almejavam levar a sério o trabalho
comunitário e filantrópico. Houve uma cisão e parte desta equipe não continuou
a jornada. Formou-se um novo grupo e o incansável Presidente ficou mais a
vontade para continuar com esse trabalho
que ganhou um aspecto mais sério e progressista. Com a nova equipe ele foi
professor e aluno, mas, os desgastes foram acontecendo sem que as pessoas que
sempre elogiaram a sua condução junto ao grupo percebessem que a corda estava
sendo roída! Todos apoiavam o trabalho,
mas como acontece até hoje, não defendiam quando ele e sua equipe estavam sendo
injustamente atacados. A equipe precisou forçadamente parar por algum tempo. O período
de estanque não serviu para sacudir as
pessoas para a importância desse trabalho comunitário. O grupo voltou, se
reuniu e aos poucos mudou o caos a que foi entregue a praça esportiva da Treze
no período de paralisação. Mesmo sem a presença maciça do Comandante Professor no
primeiro ano o grupo mostrou que o que ele ensinou não foi esquecido. Hoje lá
está ele colocando a rede, marcando o campo, trocando idéias, observando tudo
de forma aguda, questionando e calcando com pés desnudos o chão que tanto lhe
serviu de inspiração na sua adolescência. A forma peculiar de falar o
identifica rapidamente em uma conversa. É o primeiro que chega ao campo e
incansável começa o seu trabalho. Os outros integrantes chegam e embora cada um
tenha a sua tarefa predefinida dialogam com ele sobre uma forma mais adequada
de realizar determinada função. É unanimidade dentro do grupo o prazer e a
alegria de tê-lo como amigo e líder. Fora do grupo é uma pessoa com outra
qualquer que luta com afinco no dia a dia e busca ser feliz fazendo sempre o
que realmente sente prazer em realizar. Parabéns Wellington Barão pelos dez anos de trabalho e dedicação
à frente da LESA sempre com os pés no chão.
Jucênio