quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um brado de alerta



Tudo foi nos colocado à disposição sabiamente pela  natureza. As árvores, os animais, o ar, a água e tudo o mais  para  o nosso bem estar. Usufruímos estas dádivas  muitas vezes sem dar o merecido apreço. As flores denunciam a felicidade com um simples desabrochar. O orvalho lembra a alegria de um despertar para o que é bom e saudável. Olhe o beija flor sugando néctar e ensinando como é doce colher da natureza o que ela oferece com amor e carinho maternal.  São exemplos simples que embora minúsculos, manifestam a grandeza do nosso  pai celestial. A única condição estabelecida era apenas cuidar do nosso ambiente natural. Ao longo dos anos, dos séculos, o ser humano aprendeu não só a usufruir como também explorar de forma depredatória o ambiente circundante; existe por trás disso a busca do lucro ou a construção de  um mundo artificial que visa o conforto de uma minoria. Com isso foram cortadas árvores magníficas  sem a preocupação de um novo plantio. Abusamos e desperdiçamos água, energia e alimentos. Fazemos de nosso viver um banquete macabro e tenebroso. Tudo isso acelera a destruição de nosso planeta e as conseqüências dessa exploração retornam revoltosamente sobre os seres humanos: efeito estufa, tornados, tsunamis, deslizamentos, maremotos, derretimento de calotas polares, inundamentos e escassez de chuvas e alimentos, matança de animais silvestres, assoreamento dos rios pelas grandes construtoras, destruição das matas ciliares, derramamento de óleo nos mares, caça e pesca predatórias, destinação incorreta dos resíduos sólidos domiciliares e principalmente a contaminação dos mananciais etc. Estes são apenas alguns exemplos do quanto o homem traiu a sua promessa de cuidar da casa em que habita! Até quando plantaremos a semente de discórdia! Os seus frutos lançarão a fúria sobre cada um de nós! A força descomunal da natureza sacode, agita, remove, destrói e soterra os gananciosos sob os escombros de sua própria pequenez e obsessão por acumular falsas riquezas. Edifícios suntuosos são erigidos ao passo que árvores seculares são derrubadas, animais buscam refúgio no meio urbano e insetos proliferam causando diversas doenças. O desequilíbrio do eco sistema é inevitável e a maioria das pessoas não busca um sentido para vida mesmo com o sol que brilha para todos. Pagamos diariamente o preço pela depredação e devastação deste pequeno lar chamado planeta Terra que ao longo do tempo nos serve de morada. Apesar de várias organizações ambientalistas advertirem para o problema o mal continua.    Se continuarmos com esse aniquilamento haverá uma destruição em massa apenas uma espécie estará em extinção: a do “bicho homem”.
Jucênio

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