quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Marcas do que se foi...


Como sempre aproveitamos os últimos dias do ano findo para fazer uma análise do que realizamos ou deixamos de efetivar. O curioso é que fazemos quase sempre as mesmas promessas e os mesmos planos para o ano que vai chegar. Será que empregamos o nosso tempo de modo suficiente para estarmos ao lado de quem realmente amamos? As pessoas que de uma forma ou de outra apareceram em nossas vidas nos ensinaram algo que contribuiu para o nosso desenvolvimento. Atravessamos a linha do tempo com as  nossas experiências adquiridas e paulatinamente nos modificamos, reciclando velhos conceitos e analisando até que ponto estes são relevantes para a nossa evolução como ser humano. Ao buscarmos nas pessoas certos valores que não temos para oferecer nos sentimos diante de um espelho quebrado onde os estilhaços espalhados denunciam sutilmente as nossas fraquezas. Por que muitas vezes queremos que as pessoas sejam iguais a nós?    Planejamos cuidadosamente aquisições de bens materiais e trabalhamos com afinco para atingir o nosso “valioso” alvo. Esquecemos que além desse projeto existem causas mais nobres para serem alcançadas como por exemplo ajudar desinteressadamente a quem quer que seja e estimular quem acha que o caminho não tem mais volta a mudar o seu pensamento e o seu modo de vida. Vivemos mergulhados em nossas teorias aprendidas de forma estafante e inútil!  Impomos-nos uma distância relativamente grande em relação aos nossos pais ao longo do ano que passou. Eles  muitas vezes não cobram  a nossa presença, mas sentem a nossa falta e aguardam a nossa visita iminente em qualquer dia da nossa efêmera semana de luta. Visitemos sempre quem amamos! Brinquemos com nossos filhos mais e façamos mais vista grossa aos nossos divertimentos improdutivos. O dinheiro que foi ganho deve ser bem empregado, pois, ele representa a contra prestação pelo nosso esforço desempenhado a  cada minuto. Cada centavo é valioso quando fazemos o que realmente gostamos de fazer. Os nossos passos deixarão o rastro pela estrada da vida sejam eles de que forma for. Pegadas deixadas de forma responsável, digna e sem causar danos ao semelhante formarão degraus na escada que podem  levar  ao  ápice desenvolvimento. Às vezes nos enchemos de planos e esquecemos-nos de cuidar de nossa saúde ignorando um modo mais saudável de levar a vida.    Um minuto de reflexão sobre coisas benéficas nos coloca em contato direto com a força que tudo perflui! Uma palavra amiga pode soerguer uma pessoa. Um sorriso sincero desarma qualquer entediado interiormente. Planejando conseguimos organizar algumas situações. Lamentar o que deixamos de realizar cria um pensamento que beira a frustração e desanima futuros projetos. Que a nossa trilha seja sempre a busca  incessante pelo desenvolvimento.
Jucênio Cordeiro

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