quinta-feira, 31 de maio de 2012

Seca


A Luz da Vida espraia-se, nutre e fortalece os que tem  vontade sincera para o bem! Férteis são os caminhos de quem faz tudo de tal maneira a nunca prejudicar o próximo. Diferente, porém,  quando é feita a opção ao contrário, pois, empedernido e sáfaro é o chão calcado. O egoísmo torna árido o íntimo do ser humano que não consegue enxergar as suas próprias deficiências. Em vão cria uma imagem falsa de si mesmo e do mundo onde vive. A paisagem inóspita apresenta pessoas estorricadas pela frieza com que trata seu semelhante; seus pensamentos são névoas que geram a sua auto suficiência e presunção; hostiliza e seca impiedosamente todos que lhes estende as mãos precisando de uma ajuda. Arrogantemente semeiam espinhos esquecendo que o retorno é certo. São  retirantes que fogem às suas responsabilidades.  Impiedosamente como o sol causticante muitos se agridem, se ferem e deixam um rastro de destruição onde quer que passem. Em vão tentam incobrir a sua pequenez com divertimentos  e futilidades. Correm a todo o momento de algo que sequer conseguem pressentir.  Fazem festa e comemoram a vitória na sangrenta guerra gerada pela ganância. Em busca do lucro exorbitante deixam lugares completamente desertificados. Onde há o barro duro não existem flores para regar! Os espinhos do cactos não são como os das rosas. O pensamento que era igual a água cristalina tornou-se turvo. O flagelo dos seres humanos são causados pela falta de amor ao próximo e também pela maneira de pensar, falar e agir em relação ao meio em que vivemos. Nossa boa vontade ficou comparada a gota d’água que cai na areia escaldante e evapora sem ter sido útil. Sem perceber criam uma atmosfera  asfixiante com sua  errada maneira de pensar e agir.  Palavras pessimistas são como os abutres que anunciam a mortificação do que ainda insiste em resistir. É preciso conhecer a nós mesmos para que não porcuremos culpados para nossos atos! A falta de amor é como a cacimba que racha sob sol escaldante. O que faz falta hoje foi desperdiçado de forma insensata algum dia. Porque temos o suficiente para comer e beber é que  não devemos mesmo desperdiçar nem permitir que nossos filhos assim o façam. Até quando continuaremso com essa sede de poder? Com essa vontade de saciar tudo o que é prazer indistintamente? Quem sabe algum dia  as pessoas  deixem de se comportar como autênticos miseráveis. Temos que buscar a verdade mesmo que custe caminhar sob o lajedo que reverbera e arde! Eliminemoa radiclamente a “seca” dos sentimentos! Plantemos a paz e a harmonia!  Nosso interior busca beber da fonte da vida! Da verdadeira vida que além de amenizar a fome e a sede pela verdade nos mantém vivos.

Jucênio Cordeiro

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