Simplesmente...Mãe
Em seu colo repouso como uma
pequena semente envolta em um suave algodão. Acomodando-me em seus delicados braços,
me sinto feliz. De repente algo me liberta da modorra que antes me envolvia:
Era o brilho que emanava dos seus olhos radiantes e ternos a me iluminar
profundamente como a leveza de uma pluma. De uma pequena semente fui crescendo
qual uma plantinha que necessitava ser regada e cuidada até poder resistir às
intempéries! A sua mão me guiou e me orientou sempre no sentido do bem. Lembro
que essa mesma mão teve de agir às vezes de forma áspera, devido a forma
incauta com que me comportei na minha adolescência; onde achei que já era auto-suficiente
e podia até mesmo ignorar os teus conselhos! Ledo engano. O que você me ofereceu
era demasiado rico para ser desprezado. Reconheço. Você me ensinou e quis
sempre o melhor para mim. Não esqueço as suas noites mal dormidas diante das
minhas enfermidades. Não esqueço a sopa do fim de tarde, nem muito menos as
historinhas que me faziam adormecer. Mãe: te amo! Apenas isso e nada mais! Elas
esperam de nós filhos presentes ou recompensas, apenas a companhia para contar
o que deixamos de viver ao seu lado por causa da nossa famigerada rotina.
Tenhamos paciência em ouvir o que ela quer nos contar; tal como pacientemente
ouvia as nossas bobagens. Que nossas visitas sejam mais constantes. O afago que
ela faz tem o efeito da água na planta árida. Atualmente muitas são mães por
mera opção ou até mesmo por inconsequencia. O sentimento materno é belo, mas muito
além da maternidade está a necessidade de cuidar de cada vida, pois, esta é a
sua principal missão de mãe! Quando nos ensina a cuidar de cada vida, com
certeza, dessa planta brotará também o amor e o respeito para com qualquer ser vivo.
O amor e o zelo que ajudaram a sementinha a se transformar em uma criança e por
final em um adulto devem ser perpetuados de geração em geração. Regas as flores
do seu jardim e sentas a beira do portão esperando uma visita iminente.
Recordas com alegria no coração do nosso primeiro sorriso ou de nossas
primeiras palavras. Imagina a nossa volta da escola com a farda suja: marcas
registradas das nossas primeiras descobertas ou travessuras. Ri com ternura. Planeja
fazer um café e uns bolinhos para acompanhar a conversa. O tempo escorregadio se
esvai nas cinzas das horas e nesse interim ela faz uma prece de agradecimento
por cada filho e pede proteção. Eu a vejo de longe e vou ao seu encontro. Sento
e coloco a cabeça em seu colo e antes que eu diga qualquer coisa ela se
antecipa e diz: Te amo meu filho. Deus te proteja! De seus olhos emana um
brilho de felicidade que apenas me deixa responder: Te amo muito, minha mãe!
Deus te ilumine!
Jucênio Cordeiro
FELIZ DIA
DAS MÃES
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