quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que todo mundo já sabe


Com o retorno das atividades do campeonato society amador pela Liga em 2010;  começamos  um novo período de transformação no campo. Mesmo assim algumas pessoas criticam ou permitem que outros que não tem compromisso com o futuro do campo assim o façam. Pelas ladeiras das nossas infâncias vamos carregando a cal para  marcar o campo e a água para matar a sede dos envolvidos na competição. Com todo zelo nós seis vamos aos poucos cavando e carregando o barro, enfrentando  a lama  gerada pela natureza e o lixo jogado pela falta de higiene e consciência de alguns. Trinta e cinco convites foram entregues. Tínhamos a pretensão de fazer um campeonato com doze equipes e estamos realizando um com quatorze. Em média são em torno de quatrocentos atletas e diretores inscritos  e um público cativo que prestigia as partidas. Diretor de clube algum pode dizer que não sabe das diretrizes do campeonato, pois, exaustivamente nos reunimos desde janeiro de 2012 e na reunião de aprovação do regulamento contamos com a presença da maioria dos diretores. Seis horas da manhã é a hora que chega os primeiros componentes da LESA para começar o aparelhamento do campo para as rodadas e isso em pleno dia de domingo. A limpeza do campo é feita pelos integrantes da liga e pelos gandulas. Trocar a rede marcar o campo antes e a cada intervalo dos jogos. Fiscalizar as partidas, registrar os acontecimentos de cada partida através de documentos, imagens e opiniões para a edição final do jornal; dar atenção aos árbitros e seguranças. Ouvir o público desde críticas até elogios. Consumimos junto aos vendedores locais boa parte de nossos lanches e bebidas. Não buscamos as “luzes do holofote”, mas com certeza somos estimulados pelo brilho e alegria dos espectadores que fazem do domingo no campo da Rua Treze de Maio mais uma opção de lazer. O que não foi feito por nós até agora são obras de grande monta (instalação de alambrados, asfaltamento de parte da estrada que liga o final de linha do bairro ao campo, contenção de  encostas, serviço de drenagem e  esgotos, escadarias de acesso ao campo  da Treze e transversais etc). Isso tudo demanda cifras altas que os clubes, nossos investidores não tem condição de arcar. Fazemos um trabalho profissional em um campeonato amador. As exigências  que nos são feitas por quem quer que seja no sentido de melhorar o nosso trabalho fora de nossas possibilidades demonstra o  quanto  estes não tem interesse algum em colaborar com nada. Apenas apresentam idéias verborrágicas que se desmantelam por si sós. São pseudos-colaboradores que mais desejam o insucesso de um grupo aguerrido e trabalhador. Lembrem-se o quanto este “nada faz” prejudicaram a nossa comunidade durante quatro anos tendo como argumento apenas a depreciação do nosso trabalho. É preciso que pessoas realmente reconhecedoras da nossa luta ajudem-nos a carregar esta bandeira e não permitam que os críticos  “sem miolos” desestimulem, mais uma vez, o  nosso trabalho que continua sendo feito de forma séria e altruísta.
                                                                                                                JUCÊNIO

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