quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um hóspede incômodo



Imagine hospedar alguém em sua casa e vê-la toda suja e depredada. Assim fizemos com  a mãe natureza. Ela nos acolheu e nos franqueou tudo o que necessitamos para seguirmos nessa nossa caminhada: a água, o ar, as plantas, os animais etc. Acordamos e não pensamos nela; comemos e não tiramos sequer a mesa; usufruímos de tudo sem muitas vezes dar o merecido apreço e por final vamos dormir sem agradecer por todos os elementos vitais a  nós dispensados. Inventamos e cultivamos a  soberba na ilusão de tentar  sobrepor ao poder magnífico da afável mãe. Em vão buscamos pelo conforto a todo custo a ponto de trocarmos o ar puro e leve pela fumaça asfixiante e mordaz. Nos auto-proclamamos “senhores dos mares”  mesmo  desprezando as águas e todos os seres viventes que  nela habita. Como sanguinários e covardes perseguimos  animais indefesos a ponto de extinguir algumas espécies. Escavamos insolentemente o solo até a exaustão em busca de riquezas; desmatamos enormes áreas para abrir caminho para o progresso. Derretemos com a nossa “frieza íntima” e incalculável calotas polares. Nosso sol já não tem o mesmo brilho. Ocupamos não apenas um lugar no espaço;  invadimos e nos apropriamos de boa parte deste espaço inflingindo ao mesmo, dolorosamente,  a nossa alcunha. Não basta admirar o belo queremos, egoísticamente,  colocá-lo dentro de jaulas, gaiolas, aquários e viveiros.  As florestas gigantescas que nos fornece alimentos e saúde, trocamos por enormes fábricas que geram lucros e conforto, pois, merecemos o melhor! Diante de nossa insensatez hoje vemos com mais  frequências tufões, tsunamis, desmoronamentos, alagamentos e etc., dizimar  boa parte da humanidade culta e poderosa. O cuidado com a natureza é a nossa garantia de mais algusn preciosos minutos de vida! Somos desnudos de sentimentos em relação ao nosso  meio  ambiente. A fúria que despeja sobre nós a purificação tem seu sentido, pois, quando agredimos e desvalorizamos tudo o que é realmente bonito despertamos com isso a ira dos moradores da casa que nos acolheu! Revoltosos devido aos excessos cometidos por nós, eles mostram onde está a verdadeira força que tudo constrói ou destrói! Ingênuos, achamos que somos os maiorais! Ao invés  de nos adaptarmos preferimos medir forças e impor os nossos desejos sobre a nossa casa gentilmente cedida. Com nossa inteligência poderíamos usufruir de forma correta sem depredar o lugar em que vivemos. As transformações tem que acontecer, mas a ganância decepou e torrou a esperança de um mundo melhor. O cuidado com o nosso habitat evaporou-se na fumaça enegrecida pela discórdia que tem como mola propulsora a cobiça desnfreada pelas riquezas custe o que custar! Somos como moradores de rua que desdenham as estrelas sentados em meio a miséria e sofrimento, uma vez que já tivemos um lar belo e saudável. Até quando vamos continuar destruindo tudo o que está o nosso alcance. Apesar dos grupos ambientalistas conscientizar a população do perigo iminente, continuamos a jogar nosso lixo em qualquer lugar e lançar no mar ou na atmosfera os frutos podres da nossa irresponsável maneira de cuidar da nossa querida morada.  

Dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

Jucênio

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