Imagine hospedar
alguém em sua casa e vê-la toda suja e depredada. Assim fizemos com a mãe natureza. Ela nos acolheu e nos
franqueou tudo o que necessitamos para seguirmos nessa nossa caminhada: a água,
o ar, as plantas, os animais etc. Acordamos e não pensamos nela; comemos e não
tiramos sequer a mesa; usufruímos de tudo sem muitas vezes dar o merecido
apreço e por final vamos dormir sem agradecer por todos os elementos vitais a nós dispensados. Inventamos e cultivamos
a soberba na ilusão de tentar sobrepor ao poder magnífico da afável mãe. Em
vão buscamos pelo conforto a todo custo a ponto de trocarmos o ar puro e leve
pela fumaça asfixiante e mordaz. Nos auto-proclamamos “senhores dos mares” mesmo desprezando as águas e todos os seres viventes
que nela habita. Como sanguinários e
covardes perseguimos animais indefesos a
ponto de extinguir algumas espécies. Escavamos insolentemente o solo até a
exaustão em busca de riquezas; desmatamos enormes áreas para abrir caminho para
o progresso. Derretemos com a nossa “frieza íntima” e incalculável calotas
polares. Nosso sol já não tem o mesmo brilho. Ocupamos não apenas um lugar no
espaço; invadimos e nos apropriamos de
boa parte deste espaço inflingindo ao mesmo, dolorosamente, a nossa alcunha. Não basta admirar o belo
queremos, egoísticamente, colocá-lo
dentro de jaulas, gaiolas, aquários e viveiros.
As florestas gigantescas que nos fornece alimentos e saúde, trocamos por
enormes fábricas que geram lucros e conforto, pois, merecemos o melhor! Diante
de nossa insensatez hoje vemos com mais
frequências tufões, tsunamis, desmoronamentos, alagamentos e etc., dizimar
boa parte da humanidade culta e
poderosa. O cuidado com a natureza é a nossa garantia de mais algusn preciosos
minutos de vida! Somos desnudos de sentimentos em relação ao nosso meio
ambiente. A fúria que despeja sobre nós a purificação tem seu sentido, pois,
quando agredimos e desvalorizamos tudo o que é realmente bonito despertamos com
isso a ira dos moradores da casa que nos acolheu! Revoltosos devido aos
excessos cometidos por nós, eles mostram onde está a verdadeira força que tudo constrói
ou destrói! Ingênuos, achamos que somos os maiorais! Ao invés de nos adaptarmos preferimos medir forças e
impor os nossos desejos sobre a nossa casa gentilmente cedida. Com nossa
inteligência poderíamos usufruir de forma correta sem depredar o lugar em que
vivemos. As transformações tem que acontecer, mas a ganância decepou e torrou a
esperança de um mundo melhor. O cuidado com o nosso habitat evaporou-se na
fumaça enegrecida pela discórdia que tem como mola propulsora a cobiça desnfreada
pelas riquezas custe o que custar! Somos como moradores de rua que desdenham as
estrelas sentados em meio a miséria e sofrimento, uma vez que já tivemos um lar
belo e saudável. Até quando vamos continuar destruindo tudo o que está o nosso
alcance. Apesar dos grupos ambientalistas conscientizar a população do perigo
iminente, continuamos a jogar nosso lixo em qualquer lugar e lançar no mar ou
na atmosfera os frutos podres da nossa irresponsável maneira de cuidar da nossa
querida morada.
Dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente

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