“Kero istudar” assim está pichado em uma encosta
do centro da primeira Capital do Brasil e berço de grandes escritores do
cenário brasileiro e mundial. Mesmo que não saibamos quem seja o autor da célebre frase, ela nos leva a
pensar sobre as nossas atuais condições de educação. Essa frase também pode ser
um protesto pelos mais de noventa dias sem aulas da nossa rede pública estadual, pois, a falta de aulas faz com que
o conhecimento se atrofie. O imbróglio já se arrasta por longos três meses sem
que haja uma solução para o impasse. Professores fazem Assembléias, chamam a
atenção do povo e dos alunos para apelarem juntos pelo fim da greve. Do outro
lado o governo diz que já ofereceu tudo o que estava ao seu alcance. Ministério
Público e Tribunal de Justiça tentam a última negociação, mas os professores
desta vez permanecem irredutíveis e não cedem nem se intimidam com multas
milionárias aplicadas sobre o Sindicato. Enquanto isso os alunos, maiores
prejudicados, dividem seu tempo entre o ócio e a reciclagem de assuntos já
estudados. Muitos perdem até aquele resto de esperança no sistema educacional que
tem como lema garantir o futuro dos estudantes como profissional e cidadão. A
celeuma improdutiva entre professores e governo causa retrocesso no
desenvolvimento econômico e contribui para o aparecimento de mazelas sociais
como: vícios, pobreza, desemprego etc.
Pela mídia em geral as notícias são
passadas sem que haja nenhuma novidade no avanço das negociações. O que dizer
deste ano letivo? Quando o mesmo terá fim? Nas contas de quem ainda a sabe
fazer, ele já está completamente perdido! Aulas de reposição, provões, aulas
aos sábados ou que sabe até aos domingos para repor a perda são algumas
especulações em torno de um tema que praticamente envolve o futuro de cada
estudante, bem como, da nação como um todo. Essa greve já está sendo
considerada como a maior de todas que já houve.
Enquanto isso alguns alunos seguem entediados em seus lares e outros apóiam também os professores nesta luta para
pressionar o governo do estado e outras autoridades a resolverem o mais rápido
possível o problema. Nessa “quebra de braços” entre autoridades e professores vemos
que a população só vai sentir os efeitos mais a frente, onde num mundo tão
globalizado os que não detêm conhecimentos suficientes são excluídos ou
triturados pelo sistema que cada vez mais exige sempre os melhores
profissionais, restando para os que são privados de uma educação de qualidade
apenas as migalhas que o “capitalismo selvagem” atira para que estes não morram e sejam sempre “escravos modernos” de numa atualidade
materialista e desumana.
Jucênio

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