Ao preservar a
memória, perpetuamos a história! A chama da liberdade saiu do recôncavo e
chegou a Pirajá! Infelizmente a cada ano
a data Magna da Bahia, (um dos importantes fatos históricos do Brasil) o Dois
de Julho, vem ganhando personagens diferentes, pois, estávamos acostumados a
ver as figuras dos heróis nacionais como
Madre Joana Angélica, Maria Quitéria (primeira mulher soldado) General Labatut, além do caboclo e da cabocla que
representam o povo em
combate. A proliferação de candidatos e políticos
consolidados no poder fazem do desfile um grande comitê a céu aberto, pois,
como é uma festa de caráter popular “eles estão onde o povo está”. As grades separaram
o povo do poder! Manifestantes de vários segmentos aproveitam o sentimento
patriota para reivindicarem o que por incompetência não foi atendido. Das
sacadas crianças ficam confusas com os caramanchões que trazem a cabocla e o caboclo e a parafernalha de
aspirantes ao poder que atuam como autênticos “caçadores de votos”. Os heróis
da independência são apresentados em um desfile que reúne fanfarras,
autoridades, forças militares e uma multidão arrebatada pelo sentimento
patriótico ou mesmo por mera curiosidade!
O povo no poder é o pensamento democrático que se volatiliza no meio da fumaça trazida pela alvorada de fogos antes do
início do desfile. A liberdade foi o
principal fundamento de uma batalha marcada pela adesão popular para extirpar
de vez os últimos remanescentes opressores do domínio português. Apesar da
resistência que causou derramamento de sangue em solo baiano o povo venceu!
Hoje em dia os protestos continuam de
forma pacífica, com “caras pintadas” e gritos de guerra. Cadê o nome do
aeroporto que homenageava o Dois de Julho? Quem foi Madeira de Melo? Qual o
verdadeiro nome do Marquês de Abrantes? Todos viraram nomes de logradouros e
nem todos os baianos sabem o porquê dessas homenagens ou “batismos”. Pirajá e
Cabrito pólos importantes da luta lembram apenas bairros suburbanos recheados
de mazelas sociais que muitos políticos fazem questão de esquecer! Cachoeira
capital da resistência! São Francisco “Mata-Maroto”! Lapinha/Soledade início do
cortejo. Vitória baiana-brasileira sacudiu a estrada da Liberdade! O povo
baiano mostra que indiferente aos vários estigmas e preconceitos sabe lutar
cada dia fazendo valer os seus direitos. Da Cidade Alta nasce o sol a Dois de
Julho convocando os nativos desta terra para
se animarem diariamente para combater o menosprezo para com este chão que nos
abriga como filhos! A Ilha sorri feliz e iluminada pelos raios que deixam ver o
seu povo liberto dos liames ditatoriais dos inimigos estrangeiros. Salve o
Recôncavo! Bravos lavradores e escravos que não se intimidaram com as tropas inimigas
e enfrentaram corajosamente a tirania portuguesa! “Nossa pátria hoje
livre, dos tiranos não será!”
Salve o Dois de Julho!
Jucênio
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