Os constantes engarrafamentos já bem conhecido por todos
estão levando as pessoas a modificarem radicalmente a sua rotina. A cena é a
mesma de todos os dias: lentidão, percursos pequenos que levam intermináveis
horas para ser concluído, nervos à flor da pele, cansaço e a constante sensação
de tempo perdido. O desânimo toma conta das pessoas no interior dos veículos e
nem as flores da Avenida Paralela servem de
consolo. Pedestres incautos atravessam a pista fora da faixa ou da
passarela. Motociclistas viram acrobatas e driblam aqui e ali os obstáculos,
buscando ganhar tempo. O tráfego é intenso e a diarista aguarda impaciente pelo
ônibus. As retenções acontecem quase que a cada centímetro da via
congestionada. Os Agentes de Trânsito tentam minimizar o problema colocando
cones e reeducando a conduta dos motoristas. Não apenas nas grandes avenidas
mas também nas ruas de bairros centralizados ou não o problema se alastra
gerando caos no corriqueiro itinerário das pessoas que buscam trabalho ou
resoluição de problemas particulares. Não existe mais a “hora do rush”, pois,
qualquer hora do dia virou horário de “pico” e o tempo, que está cada vez mais escasso,
transforma as vinte e quatro horas do dia em vários minutos de nervosismo e consumição.
Devido a essa escassez de tempo as pessoas vão adotando hábitos nada saudáveis
como dormir tarde e acordar cedo para evitar o marasmo causado pelos
engarrafamentos. O aumento da deamnda veicular nas ruas pode estar relacionado
com os elevados índices de violência nos ônibus, prazer ou também devido às
facilidades para adquirir um veículo automotor entre outros. Não existe atalho e
por mais que as pessoas tentem fugir deparam com a fleuma angustiante e
estressante de vários veículos a perder de vista. Se analisarmos bem muitas das
vias populares tem o mesmo aspecto de quase quarenta anos atrás e as vias
centrais por mais modernas e equipadas com todo um aparato tecnológico ainda é
estreita para a perfeita fluência do trafego. É preciso que os aspirantes aos
cargos municipais pensem nisso de forma mais responsável e criem mecanismos que
ajudem a desafogar a cidade livrando-a
da confusão moderna. As principais estações de transbordo são sucatas
que denunciam o descaso com a população carente! O metrô ao lado das BRT”s, que
são considerados como provável solução, se arrastam por vários anos sem que haja um
termo final. Num universo de
arrecadações e valores gerados por multas de trânsito ou IPVAs o que é feito
ainda é muito pouco. Entre semáforos intermitentes, colisões, pedestres
desatentos, motociclistas apressados, radares, carros, caminhões, ônibus
lotados, impaciência, xingamentos e etc,
o nosso trânsito vai afunilando e sendo
espremido até que a última gota de desespero culmine com o suspiro aliviado da
chegada atrasada no destino desejado.
Jucênio

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