quinta-feira, 2 de agosto de 2012

É devagar....devagarinho!


Os constantes engarrafamentos já bem conhecido por todos estão levando as pessoas a modificarem radicalmente a sua rotina. A cena é a mesma de todos os dias: lentidão, percursos pequenos que levam intermináveis horas para ser concluído, nervos à flor da pele, cansaço e a constante sensação de tempo perdido. O desânimo toma conta das pessoas no interior dos veículos e nem as flores da Avenida Paralela servem de  consolo. Pedestres incautos atravessam a pista fora da faixa ou da passarela. Motociclistas viram acrobatas e driblam aqui e ali os obstáculos, buscando ganhar tempo. O tráfego é intenso e a diarista aguarda impaciente pelo ônibus. As retenções acontecem quase que a cada centímetro da via congestionada. Os Agentes de Trânsito tentam minimizar o problema colocando cones e reeducando a conduta dos motoristas. Não apenas nas grandes avenidas mas também nas ruas de bairros centralizados ou não o problema se alastra gerando caos no corriqueiro itinerário das pessoas que buscam trabalho ou resoluição de problemas particulares. Não existe mais a “hora do rush”, pois, qualquer hora do dia virou horário de “pico” e o tempo, que está cada vez mais escasso, transforma as vinte e quatro horas do dia em vários minutos de nervosismo e consumição. Devido a essa escassez de tempo as pessoas vão adotando hábitos nada saudáveis como dormir tarde e acordar cedo para evitar o marasmo causado pelos engarrafamentos. O aumento da deamnda veicular nas ruas pode estar relacionado com os elevados índices de violência nos ônibus, prazer ou também devido às facilidades para adquirir um veículo automotor entre outros. Não existe atalho e por mais que as pessoas tentem fugir deparam com a fleuma angustiante e estressante de vários veículos a perder de vista. Se analisarmos bem muitas das vias populares tem o mesmo aspecto de quase quarenta anos atrás e as vias centrais por mais modernas e equipadas com todo um aparato tecnológico ainda é estreita para a perfeita fluência do trafego. É preciso que os aspirantes aos cargos municipais pensem nisso de forma mais responsável e criem mecanismos que ajudem a desafogar a cidade livrando-a  da confusão moderna. As principais estações de transbordo são sucatas que denunciam o descaso com a população carente! O metrô ao lado das BRT”s, que são  considerados como provável solução,  se arrastam por vários anos sem que haja um termo  final. Num universo de arrecadações e valores gerados por multas de trânsito ou IPVAs o que é feito ainda é muito pouco. Entre semáforos intermitentes, colisões, pedestres desatentos, motociclistas apressados, radares, carros, caminhões, ônibus lotados, impaciência, xingamentos e  etc,  o nosso trânsito vai afunilando e sendo espremido até que a última gota de desespero culmine com o suspiro aliviado da chegada atrasada no destino desejado.

Jucênio

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