Captamos muitas
coisas ao nosso redor e a festa das cores, brilho e movimento nos chama a
atenção para observarmos o meio onde
vivemos. Partindo de um lugar para o
outro somos instigados e atraídos por algum tipo de propaganda ou imagem que
nos distrai, informa ou até mesmo contraria
nossa opinião. “A propaganda é a alma do negócio” diz a coluna mestra
para todas as outras propagandas que visam o retorno financeiro sem se
preocupar muitas vezes como são feitos os anúncios. Por todos os lugares a
maioria dos produtos são
apresentados sem o mínimo escrúpulo
e buscando apenas atingir e convencer o consumidor para a aquisição do diversos bens e serviços
seja em forma de cartazes, outdoors, totens, banners ou qualquer outro. Não
bastasse a parafernália publicitária, os incontáveis fios telefônicos e de luz
e força forma uma imensa “teia de aranha” causando um aspecto desagradável que
só perde para os traços confusos e psicodélicos dos pichadores que buscam os
lugares mais inusitados para promover a
sua “arte”. As moradias também tem a sua parcela de enfeiamento da
paisagem, pois, os prédios nem sempre estão pintados e as casas dos bairros
suburbanos em sua maioria não possuem o reboco externo e muito menos pintura. A
paisagem verde e vicejante foi usurpada e substituída pelo frio e duro concreto
armado. Nos nossos caminhos vemos rostos sorridentes e “fotoshapados”....São os
candidatos que almejam um cargo político
no próximo pleito municipal. Eles deveriam lembrar que este tipo de propaganda
transforma a cidade num verdadeiro “monturo
visual” que baratina o eleitor e não serve como “cartão de visitas” para o
futuro político. Não importa o lugar: fachadas das casas, prédios, árvores,
paisagens naturais, carros, camisas, etc. lá estão um emaranhado de números,
nomes e “caras sorridentes”....sempre sorridentes!! O povo é alvo! Depois da Ficha limpa que tal o Cidade
limpa? Pela noite não é diferente: luzes
em excesso, back lights, faróis de automóveis e letreiros luminosos entre
outros ofuscam a vista e escurecem o bem estar do cidadão moderno que passa a
ser visto apenas como um “andróide” privado de sentimentos e rotulado como um consumidor em potencial
pronto para adquirir tudo o que vier pela frente! Até as placas de sinalização de trânsito são
dispostas muitas vezes uma por cima da outra e acabam confundindo mais do que informando. Os ônibus
com sua “bandeira” luminosa que pretende “respeitar o idoso” confundem mais do
que informa qual o real itinerário do lotação. Lixo por toda a parte! Falta de
conservação dos moradores; pichações e grafitagens, sujeira e pessoas que pouco
faz uso dos princípios de educação e cidadania para manter visualmente saudável
o nosso meio ambiente. É preciso investir em educação de qualidade, desenvolver
políticas públicas que contribuam para a urbanização do meio ambiente inserindo
também elementos paisagísticos naturais que contribuam efetivamente para o bem
estar das pessoas.
Jucênio

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