quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Poluição visual


             
Captamos muitas coisas ao nosso redor e a festa das cores, brilho e movimento nos chama a atenção para  observarmos o meio onde vivemos. Partindo de um lugar para  o outro somos instigados e atraídos por algum tipo de propaganda ou imagem que nos distrai, informa ou até mesmo contraria  nossa opinião. “A propaganda é a alma do negócio” diz a coluna mestra para todas as outras propagandas que visam o retorno financeiro sem se preocupar muitas vezes como são feitos os anúncios. Por todos os lugares a maioria dos produtos são  apresentados  sem o mínimo escrúpulo e buscando apenas atingir e convencer o consumidor  para a aquisição do diversos bens e serviços seja em forma de cartazes, outdoors, totens, banners ou qualquer outro. Não bastasse a parafernália publicitária, os incontáveis fios telefônicos e de luz e força forma uma imensa “teia de aranha” causando um aspecto desagradável que só perde para os traços confusos e psicodélicos dos pichadores que buscam os lugares mais inusitados para promover a  sua “arte”. As moradias também tem a sua parcela de enfeiamento da paisagem, pois, os prédios nem sempre estão pintados e as casas dos bairros suburbanos em sua maioria não possuem o reboco externo e muito menos pintura. A paisagem verde e vicejante foi usurpada e substituída pelo frio e duro concreto armado. Nos nossos caminhos vemos rostos sorridentes e “fotoshapados”....São os candidatos que almejam  um cargo político no próximo pleito municipal. Eles deveriam lembrar que este tipo de propaganda transforma  a cidade num verdadeiro “monturo visual” que baratina o eleitor e não serve como “cartão de visitas” para o futuro político. Não importa o lugar: fachadas das casas, prédios, árvores, paisagens naturais, carros, camisas, etc. lá estão um emaranhado de números, nomes e “caras sorridentes”....sempre sorridentes!! O povo é  alvo! Depois da Ficha limpa que tal o Cidade limpa? Pela noite não é diferente:  luzes em excesso, back lights, faróis de automóveis e letreiros luminosos entre outros ofuscam a vista e escurecem o bem estar do cidadão moderno que passa a ser visto apenas como um “andróide” privado de sentimentos e  rotulado como um consumidor em potencial pronto para adquirir tudo o que vier pela frente!  Até as placas de sinalização de trânsito são dispostas muitas vezes uma por cima da outra e acabam  confundindo mais do que informando. Os ônibus com sua “bandeira” luminosa que pretende “respeitar o idoso” confundem mais do que informa qual o real itinerário do lotação. Lixo por toda a parte! Falta de conservação dos moradores; pichações e grafitagens, sujeira e pessoas que pouco faz uso dos princípios de educação e cidadania para manter visualmente saudável o nosso meio ambiente. É preciso investir em educação de qualidade, desenvolver políticas públicas que contribuam para a urbanização do meio ambiente inserindo também elementos paisagísticos naturais que contribuam efetivamente para o bem estar das pessoas.    

Jucênio

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