quinta-feira, 15 de novembro de 2012

2012 !



Estamos no fim. O fim de mais um ano. Um ano bissexto. Isso só se repetirá daqui a quatro anos. Quantas coisas aconteceram e ainda vão acontecer. Fala-se muito de uma profecia que indica um  termo final para a humanidade após vinte e um de dezembro! Um medo indefinível toma conta das pessoas que sentem algo iminente a cada dia, a cada hora que corre junto com os ponteiros do relógio. Será que tem fundamento um temor pelo “fim do mundo”?  A humanidade desde milênios através de profetas e sinais da natureza vem sendo advertida sobre o modo inconseqüente como trata o seu semelhante, o meio onde vive e até a si próprio. É lembrar-se das guerras geradas pela ganância e frieza intima que visa apenas poder e enriquecimento a custa de milhões de vidas que foram ceifadas precocemente. Pensai nas crianças mutiladas e na crueldade covarde dos supostos “vencedores”. A busca pelo lucro exorbitante criou legiões de miseráveis e famintos que são reduzidos a couro e osso! As intrigas, a calúnia, o mal querer, a inveja, a mentira entre outros foram  semeados e cultivados ao longo do tempo pelas pessoas e hoje são até vistos como “virtudes”. A estupidez humana atinge o seu auge! Na ânsia de lucro foram expulsos os verdadeiros habitantes da natureza: árvores seculares foram derrubadas e transformadas em cinzas e fumaça! Animais silvestres viraram objetos da vaidade da  moda e da gastronomia! A água se tornou uma ameaça para a saúde e o ar vai sendo sobrecarregado com poluentes cada vez mais nocivos. Holocausto! Órfãos do Vietnã e Camboja! Óleo queimado junto com seres humanos no Iraque! Embriaguez dos sentidos gerados por um comportamento sexual exarcebado e doentio! Crianças sem alegria, adolescentes homicidas! Famílias dilaceradas. Correm-se rios de dinheiro a troco de nada!  De um lado a inversão de valores e  do outro as  Bolsas de Valores que escravizam sem escrúpulos o gênero humano. Enfim a humanidade está sentada nos bancos dos réus desde tempos imemoriais! O ser humano fez questão de esquecer o amor  ao seu próximo. Temos tempo para tudo; menos para pensar um pouco sobre a nossa conduta, nossas palavras e pensamentos. Até que ponto contribuímos para dar limpidez de nossos pensamentos. O que irá acontecer após o dia vinte e um de dezembro não sabemos, mas temos motivos suficientes para acreditar que o gênero humano em sua maioria chegou a um termo final!  Como  a  humanidade tornou-se  tão  fria, calculista e seca de sentimentos. Somos apenas uma pequena e prepotente fagulha e não nos  damos conta disso! Nossa presunção cai por terra e desaba sobre nós. Busquemos sempre o que é bom, pois,  isto afasta o medo indefinível que temos de um dia sermos chamados para prestar contas do que nos foi confiado para o nosso desenvolvimento.  

Jucênio

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