Buscamos por boas
notícias a qualquer hora do dia ou da noite, mas elas são tão difíceis de serem
encontradas. Sejam na nossa rotina familiar, no nosso trabalho ou no contato
simples e direto com nosso próximo, a perseguimos como garimpeiros a procura de
uma pepita de ouro. No meio midiático elas vem como uma verdadeira avalanche e às
vezes embaralha a nossa mente e confundem mais do que informam. Seja em
qualquer horário manhã, tarde ou noite ficamos absortos diante de situações tristes,
constrangedoras e recheadas de cenas pra lá fortes! O rádio esconde as imagens,
mas os ouvidos estão bastante apurados. Hoje, devido ao avanço tecnológico podemos
selecionar o conteúdo que melhor nos convém e que temos preferência. Alguns jornais
escritos foram reduzidos a tablóides crivados de fotos e frases que celebram a miséria e enaltecem violência. A aceitação de tais matérias ensanguentadas geram um conformismo com a
situação que a cada minuto se
transformam em um furo de reportagem macabro. Eles
são vendidos a poucos centavos e adquiridos em maioria por uma classe de pouco
poder aquisitivo, mas que também se interessa pela “maquiagem” dessas
matéria que faz apologia a um acontecimento trágico! A cada “click” vamos abrindo matéria por matéria em vários
sites e as informações parecem seguir uma trilha macabra: homicídios por
motivos banais, “saidinha” bancária, “cracolândia”,
acidentes de trânsito, fuga de detentos, crimes diversos, rebeliões, devastação
do meio ambiente e bombas que explodem ora aqui, ora ali entre outros. Corrupção ativa ou passiva,
desvio de verbas, roubo praticado por
quem tem muito dinheiro essa é a chamada “banda podre” em destaque na primeira
página que fala da política. Até a reportagem
esportiva transmite informações
que não são tão saudáveis como é o lema
do esporte. Tudo é tão desolador que aos poucos vamos deixando de lado a ânsia
por informações que deviam nos instruir ou até mesmo entreter. A seqüência de
más notícias é quase interminável e chega a saturação! Sabemos que a cada minuto as mudanças
acontecem em qualquer sentido. Elas geram fatos marcantes ou não que são
noticiadas em primeira mão muitas vezes sem mostrar uma verdadeira conexão com
a realidade dos acontecimentos. Infelizmente
a divulgação de notícias que não
são boas parecem mais atrativas e interessantes. Podemos também dizer que o
excesso de más notícias gerou um desinteresse pelo que útil. Não é bem o que muitos
queriam ver, ouvir ou sentir mesmo
sabendo do profundo estado de perturbação que o ser humano voluntariamente lançou sobre si! Muitas informações
interessantes não são divulgadas por serem consideradas de baixa audiência para
serem veiculadas. Enfim as boas notícias fazem parte do bem estar de cada
pessoa e contribui para a formação do indivíduo.
Jucênio
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