quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Em primeira mão (EDITORIAL 27/01/2013)



Buscamos por boas notícias a qualquer hora do dia ou da noite, mas elas são tão difíceis de serem encontradas. Sejam na nossa rotina familiar, no nosso trabalho ou no contato simples e direto com nosso próximo, a perseguimos como garimpeiros a procura de uma pepita de ouro. No meio midiático elas vem como uma verdadeira avalanche e às vezes embaralha a nossa mente e confundem mais do que informam. Seja em qualquer horário manhã, tarde ou noite  ficamos absortos diante de situações tristes, constrangedoras e recheadas de cenas pra lá fortes! O rádio esconde as imagens,  mas os ouvidos estão bastante apurados.  Hoje, devido ao avanço tecnológico podemos selecionar o conteúdo que melhor nos convém e que temos preferência. Alguns jornais escritos foram reduzidos a  tablóides  crivados de fotos e frases que celebram a  miséria e enaltecem violência. A  aceitação de tais matérias  ensanguentadas geram um conformismo com a situação que a cada minuto se  transformam em um furo de reportagem macabro.   Eles são vendidos a poucos centavos e adquiridos em maioria por uma classe de pouco poder aquisitivo, mas que também se interessa pela “maquiagem”  dessas   matéria que faz apologia a um acontecimento trágico! A cada “click”  vamos abrindo matéria por matéria em vários sites e as informações parecem seguir uma trilha macabra: homicídios por motivos banais,  “saidinha” bancária, “cracolândia”, acidentes de trânsito, fuga de detentos, crimes diversos, rebeliões, devastação do meio ambiente e bombas que explodem ora aqui,  ora ali  entre outros. Corrupção ativa ou passiva, desvio de verbas,  roubo praticado por quem tem muito dinheiro essa é a chamada “banda podre” em destaque na primeira página que fala da política. Até a reportagem   esportiva transmite informações que não são  tão saudáveis como é o lema do esporte. Tudo é tão desolador que aos poucos vamos deixando de lado a ânsia por informações que deviam nos instruir ou até mesmo entreter. A seqüência de más notícias é quase interminável e chega a saturação!  Sabemos que a cada minuto as mudanças acontecem em qualquer sentido. Elas geram fatos marcantes ou não que são noticiadas em primeira mão muitas vezes sem mostrar uma verdadeira conexão com a realidade dos acontecimentos. Infelizmente  a divulgação de  notícias que não são boas parecem mais atrativas e interessantes. Podemos também dizer que o excesso de más notícias gerou um desinteresse pelo que útil. Não é bem o que muitos queriam  ver, ouvir ou sentir mesmo sabendo do profundo estado de perturbação que o ser humano voluntariamente  lançou sobre si! Muitas informações interessantes não são divulgadas por serem consideradas de baixa audiência para serem veiculadas. Enfim as boas notícias fazem parte do bem estar de cada pessoa e contribui para a formação do indivíduo.
Jucênio

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