quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mudança climática (Editorial de 20/01/2013)



A nuvem condensa e descarrega sobre a cidade o seu jato purificador. Silenciosa e fria é a madrugada do verão tropical. Amanhece ensolarada e abafada a metrópole outrora encharcada. Mudou o tempo de uma hora para outra e ninguém consegue distinguir com precisão as quatro estações. Morosa e sem destino a nuvem vai desvanecendo no céu infinito. Sobe ao espaço toneladas de gases nocivos que agridem e desintegram a benéfica barreira protetora do nosso planeta. UVA, UVB, CFC e outras letras que unidas influem diretamente na qualidade de vida dos seres viventes. Poeira e caos se misturam ao cacto que resiste na paisagem árida e inóspita do sertão castigado e cantado pela pena da asa branca! A água é o elemento raro que vai sendo perseguido pelo retirante ressequido igual à palha do seu chapéu! A chuva chegou à cidade! Nuvens carregadas desabam sem se preocupar com o que está lá embaixo: bueiros entupidos, lixo, esgoto, casas nas encostas, lodaçal, deslizamentos, enxurradas que levam consigo lembranças nada agradáveis de quem perdeu o pouco que tinha! Lágrimas gotejam da face suja de lama. Caótica paisagem! Cadê o granizo que despenca sobre a frágil tapera? Cadê o caleidoscópio natural da aurora boreal? Cinzentas tardes após o minuano das pampas. Maremotos e Tsunamis são cada vez mais freqüentes. Canícula, alvoradas escaldantes, cumulonimbus e chuva ácida se alternam neste desfigurado mosaico climatológico. De tanto  “evoluir”  o homem aprendeu a destruir o planeta com requintes de crueldade. As mudanças na temperatura são testemunhas irrefutáveis de que o ser humano é o agressor número um da natureza e trabalha diuturnamente pela sua autodestruição levando consigo o resto dos seres vivos! Fenômenos naturais também alteram o clima, mas é o homem que irrefletidamente mexe no clima, nas horas, muda o curso dos rios, clona, suja, mancha, persegue e mata o que é útil para ele próprio! A busca pelo conforto e riqueza criará uma geração que evita o canto dos pássaros e verdor das pradarias. Pequenas mudanças de comportamento contribuem de forma significativa para o equilíbrio do eco sistema. Desde a mais tenra idade é preciso ensinar a separar o lixo, amar e respeitar os animais, plantar e conservar árvores, não poluir rios e mananciais. Não adiantam Tratados e Acordos se o ser humano não se empenhar para manter saudável o lugar onde ele os outros habitam!      
Jucênio

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