quinta-feira, 25 de abril de 2013

A profissão ingrata



Ele é o número um em campo; sem ele as coisas ficam mais complicadas para uma equipe. Postado em baixo da trave lá está um herói cheio de mitos, expectativas, culpas e glórias. Todo time de sucesso começa por um bom goleiro! Sua função é evitar que adversário marque seus tentos contra a sua equipe. Ele tem o privilégio de pegar a bola com a mão em determiandas ocasiões. Seu uniforme ganha cada vez mais colorido e glamour. Estatura de gigante,  envergadura de um pássaro e agilidade de um felino são os requisitos principais para esta profissão que é um misto de desilusão e conquista. No  esporte moderno ele também faz gols seja de bola parada ou com cabeceadas certeiras. Nas cobranças de penaltys ele é apenas uma peça neutra que pode se transformar no grande herói do título ou ser  lembrado como aquele que podia evitar tudo, mas não evitou.  Ser goleiro é estar disposto tanto aos holofotes da fama como às sombras do ostracismo.  Embora seja o dono da pequena área ele hoje pode avançar livremente ao ataque desde que não toque a bola com a mão, pois,  fora da área ele é um atleta como outro qualquer, por isso hoje ele tem que saber jogar com os pés. O futebol e o esporte mundial contempla ao longo dos anos uma vasta lista de guarda-metas que fizeram e ainda continuam fazendo história em um dos locais mais indesejados e defendendo seu time contra o insucesso. A bola viaja para área; seus sentidos parecem ser mais aguçados de que os do restante do grupo e ele sobe vai lá no “terceiro andar”  e  desce com ela encaixada! Opa! Goleiro no chão! O jogo tem que parar! Privilégio único o deste atleta! Goleiro  no canto...bola no outro..é gol! É festa dos adversários. Uma “ponte” para a foto do jornal, coisas que só ele sabe fazer. Gol do goleiro ao fim da partida e ele é carregado nos braços como herói! Saídas arrojadas nós pés dos atacantes! Suado, sujo de lama, ralado, contundido ou simplesmente decepcionado esse herói bandido guarda imagens da partida que nem mesmo o espectador mais atento conseguiu registrar. Treina de forma específica, pois,  tem que manter em  plena forma a agilidade, o reflexo e  também cabeça.  Grita, orienta, xinga, rechaça, segura, acalma, provoca, vibra junto com o grupo como se ele estivesse marcado aquele gol lá na parte oposta do campo! A torcida não economiza após uma falha: “Mão de quiabo!” “Frangueiro!” Quantos termos pejorativos lhes dão por causa de um único gol. Ele, desiludido, calmamente vai e busca a bola no fundo de sua meta, levanta a cabeça e torce que alguém lá na frente amenize o seu sofrimento com um gol de empate. Mas ele defende o penalti e novamente vira herói!  Parabéns a todos vocês que fazem da “profissão ingrata” uma filosofia de vida, amor ao esporte e superação nos momentos difíceis que a rotina lhe impõe a todo o instante. Dia 26 de abril, Dia do Goleiro.     
Jucênio

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