Ele é o número um em campo; sem ele as
coisas ficam mais complicadas para uma equipe. Postado em baixo da trave lá
está um herói cheio de mitos, expectativas, culpas e glórias. Todo time de
sucesso começa por um bom goleiro! Sua função é evitar que adversário marque
seus tentos contra a sua equipe. Ele tem o privilégio de pegar a bola com a mão
em determiandas ocasiões. Seu uniforme ganha cada vez mais colorido e glamour.
Estatura de gigante, envergadura de um
pássaro e agilidade de um felino são os requisitos principais para esta
profissão que é um misto de desilusão e conquista. No esporte moderno ele também faz gols seja de
bola parada ou com cabeceadas certeiras. Nas cobranças de penaltys ele é apenas
uma peça neutra que pode se transformar no grande herói do título ou ser lembrado como aquele que podia evitar tudo,
mas não evitou. Ser goleiro é estar
disposto tanto aos holofotes da fama como às sombras do ostracismo. Embora seja o dono da pequena área ele hoje
pode avançar livremente ao ataque desde que não toque a bola com a mão, pois, fora da área ele é um atleta como outro
qualquer, por isso hoje ele tem que saber jogar com os pés. O futebol e o
esporte mundial contempla ao longo dos anos uma vasta lista de guarda-metas que
fizeram e ainda continuam fazendo história em um dos locais mais indesejados e defendendo
seu time contra o insucesso. A bola viaja para área; seus sentidos parecem ser
mais aguçados de que os do restante do grupo e ele sobe vai lá no “terceiro
andar” e desce com ela encaixada! Opa! Goleiro no chão!
O jogo tem que parar! Privilégio único o deste atleta! Goleiro no canto...bola no outro..é gol! É festa dos
adversários. Uma “ponte” para a foto do jornal, coisas que só ele sabe fazer.
Gol do goleiro ao fim da partida e ele é carregado nos braços como herói!
Saídas arrojadas nós pés dos atacantes! Suado, sujo de lama, ralado, contundido
ou simplesmente decepcionado esse herói bandido guarda imagens da partida que
nem mesmo o espectador mais atento conseguiu registrar. Treina de forma
específica, pois, tem que manter em plena forma a agilidade, o reflexo e também cabeça. Grita, orienta, xinga, rechaça, segura,
acalma, provoca, vibra junto com o grupo como se ele estivesse marcado aquele
gol lá na parte oposta do campo! A torcida não economiza após uma falha: “Mão
de quiabo!” “Frangueiro!” Quantos termos pejorativos lhes dão por causa de um único
gol. Ele, desiludido, calmamente vai e busca a bola no fundo de sua meta,
levanta a cabeça e torce que alguém lá na frente amenize o seu sofrimento com
um gol de empate. Mas ele defende o penalti e novamente vira herói! Parabéns a todos vocês que fazem da
“profissão ingrata” uma filosofia de vida, amor ao esporte e superação nos
momentos difíceis que a rotina lhe impõe a todo o instante. Dia 26 de abril,
Dia do Goleiro.
Jucênio
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