Menino solto na Rua Treze de Maio, Largo da Ideal, campo
da fonte da bica, campo do fim de linha de Sete de Abril. Fora do bairro sempre
atuou como atleta ao lado de uma geração que realmente via no futebol amador a
maneira divertida de fazer amizade. Até mesmo brincadeiras como: “garrafão” e
“baba a lixa” que eram consideradas violentas para aquele tempo não se faziam
inimizades! Atualmente não vemos, nem mesmo o vislumbre por parte dos
adolescentes e dos jovens sobre esta forma de brincar. Cabeça esquentada não
levava desaforo pra casa! Cabeça de líder sempre buscava uma forma de organizar
um evento esportivo e de lazer. Ele é um dos precursores que desbravaram o
matagal e cavaram a terra para formar um pequeno campo para o baba. Esse
pequeno espaço é hoje o nosso campo da Treze de Maio que é destinado ao baba
dos amigos e palco dos nossos campeonatos. Cabeça de homem, mas um coração de
menino! Sua diversão principal é colocar apelidos; ele sempre tem um na ponta
da língua e ninguém escapa pode ser quem for! Quando seu estoque de cognomes
acaba ele em sua simplicidade apenas grita: “E aí requetreque!” Ele também foi
apelidado de bode por causa do cavanhaque estiloso que por vezes decide usar. Sempre
esteve à frente de sua equipe que é hoje a mais tradicional do nosso campeonato
e que leva o nome da Rua que dá acesso a nossa Arena. Foi campeão, foi vice,
foi terceiro e até último colocado!!!
Não importa a posição da tabela, pois, o seu amor pela equipe Treze de Maio
sempre superou tudo. Equipe esta que ele até hoje é atleta e diretor. Nas
reuniões com a Liga é um ativo participante,
sugerindo, contestando, orientando e sempre buscando melhorar o nosso
campeonato com propostas e ideias que de alguma forma contribui para o
progresso do nosso campo e também do certame. Incansável colaborador lá está ele, cortando o
mato, cavando o barro e marcando o campo para que as equipes possam mostrar ao
público o seu futebol. Comerciante e amigo uma mistura que às vezes atrapalha a
sua vida, mas de um jeito humorado ele vai levando e resolvendo cada situação.
Construtor na profissão, colaborador no campo e sempre fazendo “fézinha” em uma banca da rua principal. Hoje esse
cinquentão contempla a nova geração que vai crescendo com todos os seus
divertimentos que pregam a inatividade, não respeitam nem a si próprios
e disputam o que muitas vezes não tem direito. São crianças, adolescentes
e jovens que torcem o nariz para o baba de baixo de chuva, para o jogo de gude
com seu triângulo riscado no chão, para a “arraia” que dança na imensidão azul
de uma tarde de verão. Val Cabecinha, aqui vai o nosso reconhecimento pela sua
amizade, pioneirismo e trabalho em nosso campo da Rua Treze de Maio que hoje é
o reduto do esporte amador em nosso bairro.
Jucênio
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