quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dia do Escritor (editorial 21/07/2013)



           
O escritor também tem  a sua data e esta é o dia Vinte e cinco  de julho. Expressar-se através da escrita para muitos parece tão complicado que chega a causar temor o simples ato de imaginar o início de um texto. Para uns é um dom e para outros é uma arte saber exprimir de forma concisa os seus sentimentos, pensamentos e tudo o mais através de simplórias linhas. É preciso criar uma cumplicidade com o leitor já desde o início da leitura para que o mesmo seja atraído pelo conteúdo escrito. A inspiração para escrever surge espontaneamente de dentro para fora e esta transmissão encontra no cérebro a adaptação  das ideias para o nosso mundo exterior. Colocar em uma página o que vemos, pensamos, sentimos, ouvimos ou até mesmo o nosso  inconformismo com certas situações requer que realmente tenhamos o respaldo e o conhecimento cabal para dissertar sobre cada situação. Num emaranhado de letras, sinais e obediência assídua a regras gramaticais o escritor vai  cuidadosamente construindo o texto levando o leitor a reflexão do tema proposto e com isso surgem vários exemplares. A veia de escritor surge até em pessoas que tem parcos conhecimentos sobre o idioma correto.  Livros e mais livros vão surgindo! Livros comprados e esquecidos na cabeceira da cama. Obras literárias sem o merecido apreço jogadas e amontoadas de qualquer jeito em um Sebo na esquina de uma grande metrópole. O redator segue com suas ideias e narrativas muitas vezes sem intenção de lucro e apenas pelo simples prazer de levar aos leitores as suas experiências ou até mesmo para travestir a realidade de  ficção. A leitura exige antes de tudo um compromisso com que está sendo lido e acima de tudo uma análise irrestrita, uma reflexão apurada, pois, aceitar sem mais nem menos o que se lê não leva ninguém ao progresso. É preciso saber ler buscando o sentido de cada palavra e cada frase deve formar um acontecimento que não se dispersa do conjunto na  obra, mas sim é único com ela. Escritores de fama mundial deixaram seu legado em obras literárias que não se perderam ao longo dos séculos e até hoje fascinam pessoas das  várias  camadas sociais e faixa etária. Seja de forma técnica, rebuscada ou simples as informações atingem  em cheio o público que de acordo com a veracidade das mesmas atribuem o valor merecido a obra. O escritor apenas apresenta o seu texto e os leitores leem, analisam e formam uma opinião sobre o que foi lido. Um bom texto apresenta clareza na exposição das ideias. Ter a noção para separar o que é real do imaginário compete a quem se dispôs a acompanhar a narrativa do autor com agudeza e exame. Existem vários tipos de textos e leitores; criar desde já um comprometimento e incentivar as crianças com a leitura é a garantia de uma  “safra” de escritores perenes e com isso será criada, também,  uma geração com alto senso crítico para opinar com liberdade sobre os mais variados temas. Parabéns escritores por ajudar na formação individual e enriquecer  a todos  com argumentos e propósitos que visam atingir uma melhora nas nossas relações do homem com o mundo que o cerca.

Jucênio

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