quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Meu Velho Pai (editorial 03/08/2014)




Passou o tempo da mocidade, mas o amor jamais envelhecerá.  Lembro quando ainda era criança queria ser tão forte como você. Aprendi contigo valores que levarei durante anos e anos. Percebi que a sua força não estava só naqueles braços fortes que trabalhava para cuidar da família e ainda achava tempo para me balançar com ternura. Mesmo quando chegava em casa sério e cansado após um dia extenuante de vida laboriosa me carregava e rodopiava. A Força brota é do seu coração, meu velho! É dele também que nascem  a honestidade, o caráter, o carinho e tudo o mais que incansavelmente me ensinou. Aprendemos a entender que somos falhos também e não só possuímos virtudes e a diferença está em querer corrigir os nossos erros. Lembro quando em minha adolescência me levava para                ajudá-lo em suas tarefas. Aprendi muita coisa em sua simples profissão, mas o principal foi que se quisesse ir mais longe em meus sonhos teria que valorizar o estudo, fazer cada tarefa com dedicação buscando a maneira mais correta de realizá-la e respeitar cada um como eles são. Embora com linguagem simples transmitia sabedoria sobre assuntos importantes. Sabedoria autêntica daquela que só aprendemos com a escola da vida! Nunca foi de dar “presentes”, mas ao seu modo não esquecia de trazer alguma novidade para seus filhos! Nunca foi muito de fazer passeios, mas quando saímos juntos sentia nele a segurança e o interesse de mostrar a nós o seu cohecimento sobre locais descohecidos. Nunca foi de abraçar, mas dizia com o olhar o quanto amava a nós todos. Sempre gostou de usar frases de efeito para educar como aquelas do tipo: “Quem boa romaria faz, sua casa está em paz” e “antes só do que mal acompanhado” por exemplo. Só usava a força em casos mais extremos. Pintor na profissão e mestre na conduta de seus pequenos. Nos momentos difíceis sempre teve garra para contornar a situação e manter unida a prole. Nossos times de coração são de cores diferentes, mas respeitamos e torcemos juntos embora exista uma suave rivalidade. Ainda divirto-me com as suas histórias, mesmo sendo algumas já conhecidas, insisto em recordar só para ver o seu jeito singular de narrar os fatos. Não esqueço os detalhes. Você continua sendo a figura padrão para os assuntos mais sérios de minha vida. Hoje, também sou pai e contemplo as marcas do tempo no seu rosto sério e aguerrido. O amor que sinto por você  Meu Velho renova-se a cada dia quando converso com meus filhos e nesta explanação existe um pouco do seu legado que continua sendo farol e leme no meu caminho e dos seus netos exalando uma sadia mistura de rigor e carinho. Algumas coisas descartei por causa da minha maneira de ser e também por ser alheia ao mundo hodierno em sua frenética instabilidade. Com tudo isso, quero mais uma vez externar o amor que sinto por você meu pai com um simples e profundo: Eu te amo!!!!                                Feliz Dia dos Pais!!!

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