quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Propaganda Eleitoral (Editorial 14/09/2014)



         
Horário político: minutos preciosos  onde novos e velhos conhecidos prometem melhorar a vida do cidadão.   Algumas pessoas  desligam a TV ou o rádio; muitas vezes esse desinteresse acontece pelo fato dos candidatos ao invés de apresentarem propostas preferem trocar acusações e falam  apenas de projetos ufanistas; mesmo assim existem aqueles que  se interessam pelo conteúdo exibido para tirar a dúvida sobre o voto. Placas,  outdoors,  banners  estão espalhados pelas Avenidas e locais ermos das cidades apresentando as mesmas caras sorridentes que se misturam a números e slogans de campanha. Recursos digitais deixam os candidatos com cara de bom moço. Veja como está mais jovem aquele candidato!  Milagre digital ou poluição visual? São muitos para poucas vagas e a estratégia é usar e, talvez até, abusar do poder de  persuasão para conquistar o maior número de eleitores possíveis. Cada um tem a sua proposta e projeto para resolverem os problemas do povo libertando-o do descaso e melhorando a sua qualidade de vida.Botons dispersos e adesivos   grudados nas camisas, nos bonés e nas paredes dos ônibus anunciam a mudança! Bandeiras ao ar chamam à  atenção e contribui para a fixação dos números e nomes dos candidatos. Panfletos  esvoaçantes sujam as ruas.   Balões gigantes  balouçam ao vento forte das avenidas à  beira mar. Todos querem chegar lá e os que já estão no poder “digladiam”  com os pretensos concorrentes.  A vitória é certa!!  A luta é acirrada em meio a este amontoado de  siglas e partidos numa batalha  eufórica e dispendiosa pelo poder!  Carros de som com jingles de campanha vão e vem a todo o momento a ponto de causar uma confusão sonora nos ouvidos e na mente do eleitor. Olha lá o candidato descendo descalço a ladeira da favela e abraçando o povo! Ele promete, faz discurso, carrega a criança, acena para o idoso e distribui  junto com a sua comitiva simpatia e  panfletos com seu nome e número aos moradores locais. Reflita: voto não é ingresso ou qualquer tipo de vale ou bolsa! É através dele que mudamos ou continuamos sempre na mesma situação.  Mesmo com todo o aparato da propaganda eleitoral é preciso ter consciência e seriedade na hora do voto. Pense  nisso! 

                                                                                                                                              Por: Jucênio

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