sexta-feira, 3 de outubro de 2014

E agora? (Editorial de 28/09/2014)



Acabou a festa é hora de varrer os panfletos da rua, recolher as bandeiras e usar a camisa do candidato vencedor. Meu candidato ganhou!  A comemoração é certa! O pessoal  do comitê se abraçam; vibram e cantam de mãos dadas  o “jingle” da campanha. Quanto tempo e dinheiro  empregados na vitoriosa campanha eleitoral. A praça está completamente tomada por populares e o candidato faz seu discurso de vencedor! Quanta expectativa e alegria estampadas nos rostos de populares ansiosos por mudanças.  Mas e agora? Agora…só daqui a quatro anos. Ficou registrado na memória os pedidos da comunidade e as promessas do candidato vencedor. Será que ainda vou vê-lo em minha favela abraçando todo mundo e cumprindo o que prometeu? Hoje faz trinta dias da festa da vitória.  Não consegui ter acesso até ele. Pois está sempre ocupado. O mato cresceu, a escadaria se desfaz, o asfalto colocado na época da campanha foi reduzido a buracos,  a encosta se desfaz em época de chuvas, a praça com brinquedos tão esperada pelas crianças não “sai do papel”; as filas dos hospitais crescem madrugada a dentro, o transporte e a segurança continuam precários. A sensação de perda e grande. A decepção  me acordou aos tapas. Acreditei num futuro melhor e promissor. Meu voto não fez mudança alguma. Os mesmos continuam no poder. O candidato vencedor se tornou arredio e quase invisível. Simplesmente não consigo encontrá-lo com a mesma facilidade dos tempos de campanha. Agora quem me recepciona são indivíduos treinados para dizer não e dar desculpas em seu gabinete. Será que daqui a quatro anos ele vai aparecer na  comunidade que continua sem a rede de esgoto, hospital ou escolas prometidos durante a campanha? Se pudesse voltar atrás não seria tão displicente na hora do  voto; investigaria mais sobre a vida do meu candidato; me informaria sobre as suas propostas pesando cada uma meticulosamente. Traçaria metas e procuraria saber qual o seu trabalho, porque ele almeja o cargo e quais os ideais do partido o qual ele se filiou. Assim é o caminho do tardio arrependimento quando erramos na escolha do candidato. O voto quando bem utilizado poderá ser a alavanca que muda o destino da sociedade e dos cidadãos. É a representação democrática da vontade popular.  A  mudança acontece com um simples toque num botão! Após esse simples apertar e confirmar não tem como voltar atrás. No dia da eleição manifeste a sua vontade de forma consciente e sem influência, pois é assim que você irá contribuir para a mudança do destino do lugar onde você vive e onde crescerão os seus filhos e os seus netos! Pense nisso com responsabilidade! VOTE  CONSCIENTE!

Jucênio

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