sexta-feira, 31 de julho de 2015

Crise moderna (editorial 26/07/2015)

Tudo está parado! Sem perspectiva ou saída vemos diante de nós uma  avalanche de fatos negativos.  É como um desmantelamento de tudo que foi edificado  errado ou realizado  de maneira incorreta.  Não temos dinheiro,  casa, comida e até água.  Não temos família,  vizinhos ou amigos. Tudo está sendo consumido e triturado da forma mais indigesta possível! O mais rico ficou pobre e o que era pobre virou pó.  O Estado esfacelou-se  nas mãos desgovernadas e cérebros encarquilhados dos pretensos governantes.  As colunas mestras das religiões ruíram sobre os atos soberbos e presunçosos de seus dirigentes.  Aprendizes desinteressados e mestres ultrapassados  compõem a já falida rede do ensino público. A escola não é mais a segunda casa! As ruas ensinarão  o que o berço desleixou.  A  mídia hipnotiza e cria uma leva de zumbis modernos sem compromisso com o próximo. Por todos os lados ataques e declarações de guerra feitas abertamente. A poeira radioativa pulveriza o ser humano em fuga. Sem lar; sem teto  e  sem identidade  lá estão os  que sobraram  agonizantes no meio dos escombros olhando para um horizonte sem esperança ou por do sol. Países à bancarrota! Tudo travou! Recessão gera violência e crimes hediondos. Carestia, juros, queda nas bolsas de valores, falta de credibilidade são os efeitos da escassez  refletida  sobre  uma humanidade ávida pelo capital. A situação caótica não é só no âmbito econômico, mas também na esfera política e social;  onde uma minoria  insiste em querer controlar uma maioria desinformada e desinteressada por assuntos que dizem respeito ao bem comum.  Outras situações parecidas já passaram por nós, mas nesta que vemos hoje paira um clima de ceticismo  que não deixa entrever   qualquer vestígio de melhora ou mudança. Parece pessimismo, mas os acontecimentos atuais nas esferas política,  econômica ou social são desoladores. Ondulante e volumoso é  o cenário  norteado pela  crise atual onde algumas  ideologias já estão ultrapassadas além de vários projetos faraônicos e corrupção engrossarem o caldo da desordem  contemporânea. Quando começamos a puxar o fio deste imenso novelo notamos que falta o essencial para a autêntica vida. Falta mais vida em tudo! Onde houver instabilidade existirá  também a falta de planejamento,  sobrará  desonestidade  e não serão cumpridos os  compromissos firmados. Às vezes este marasmo também funciona como uma espécie de limpeza que vai corrigindo o que está ultrapassado.  É preciso buscar alternativas, inovar, ter seriedade no trato com bem público beneficiando com isso  a todos  e não apenas os pequenos grupos contempladores de si mesmos. Mesmo assim  sigamos  fazendo a nossa parte  e almejando por dias melhores.

Jucênio

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