Tudo está parado! Sem perspectiva ou saída vemos diante de
nós uma avalanche de fatos negativos. É como um desmantelamento de
tudo que foi edificado errado ou
realizado de maneira incorreta.
Não temos dinheiro, casa, comida e até água. Não temos
família, vizinhos ou amigos. Tudo está sendo consumido e triturado da
forma mais indigesta possível! O mais rico ficou pobre e o que era pobre virou
pó. O Estado esfacelou-se nas mãos
desgovernadas e cérebros encarquilhados dos pretensos governantes. As
colunas mestras das religiões ruíram sobre os atos soberbos e presunçosos de
seus dirigentes. Aprendizes desinteressados e mestres ultrapassados compõem a já falida rede do ensino público. A
escola não é mais a segunda casa! As ruas ensinarão o que o berço desleixou. A
mídia hipnotiza e cria uma leva de zumbis modernos sem compromisso com o
próximo. Por todos os lados ataques e declarações de guerra feitas abertamente.
A poeira radioativa pulveriza o ser humano em fuga. Sem lar; sem teto e sem
identidade lá estão os que sobraram
agonizantes no meio dos escombros olhando para um horizonte sem
esperança ou por do sol. Países à bancarrota! Tudo travou! Recessão gera violência e crimes hediondos. Carestia,
juros, queda nas bolsas de valores, falta de credibilidade são os efeitos da
escassez refletida sobre
uma humanidade ávida pelo capital. A
situação caótica não é só no âmbito econômico, mas também na esfera política e
social; onde uma minoria insiste
em querer controlar uma maioria desinformada e desinteressada por assuntos que
dizem respeito ao bem comum. Outras situações parecidas já passaram por
nós, mas nesta que vemos hoje paira um clima de ceticismo que não deixa
entrever qualquer vestígio de melhora ou mudança. Parece
pessimismo, mas os acontecimentos atuais nas esferas política, econômica ou social são desoladores.
Ondulante e volumoso é o cenário norteado pela
crise atual onde algumas ideologias já estão ultrapassadas além de
vários projetos faraônicos e corrupção engrossarem o caldo da desordem contemporânea. Quando começamos a puxar o fio
deste imenso novelo notamos que falta o essencial para a autêntica vida.
Falta mais vida em tudo! Onde houver instabilidade existirá também a falta
de planejamento, sobrará
desonestidade e não serão
cumpridos os compromissos firmados. Às vezes este marasmo também funciona
como uma espécie de limpeza que vai corrigindo o que está ultrapassado. É
preciso buscar alternativas, inovar, ter seriedade no trato com bem público
beneficiando com isso a todos e não
apenas os pequenos grupos contempladores de si mesmos. Mesmo assim sigamos
fazendo a nossa parte e almejando por dias melhores.
Jucênio
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