Cada época com o
seu costume. Havia respeito aos mais velhos. A chuva não era ácida e a praia
era um tesouro a ser descoberto. Pouco se falava de solidão e quase nada de
depressão. Tinha um clima de enlevo na noite enluarada repleta de estrelas.
Pais e filhos não tinham o mesmo ombro alinhado como é hoje. As histórias
folclóricas eram contadas com expectadores com olhos arregalados e eram
transmitidos de pai para filho. Os jovens tinham cara de jovem e a utopia tinha
um propósito. Escola e educação de berço estavam em plena sintonia. As
descobertas empolgavam. Futebol era uma diversão. Hoje muitos não valorizam os
cabelos prateados e viram a cara pra janela do coletivo. A chuva é torrencial e
indiferente para com os incautos. A praia é apenas um local para todo tipo de
excrescências. A depressão grassa sobre a humanidade ávida por poder e
dinheiro. O coração palpita e já não bate no mesmo ritmo. A lua brilha
solitária sem olhares curiosos e cintilantes. Pais e filhos têm quase a mesma
idade. Histórias? Folclore? O que é isso mesmo? Nossos jovens fazem barulho,
dançam frenéticamente e dormem envoltos numa indolente ilusão. A Escola
transmite o conhecimento e o aluno decide se quer aprender ou não. As Leis são
feitas para todos, mas beneficia poucos.
As descobertas não atraem como antes por causa da velocidade dos meios
de comunicação que informam tudo instantaneamente. O Futebol atingiu um
montante milionário fazendo de alguns de seus atletas verdadeiros magnatas,
sheiks, reis etc. A moda dita o que os frívolos devem usar. Ela está nos
cabelos, nas roupas, no comportamento e na falta de bom senso. O preconceito é
o argumento dos ignorantes! Desperdício de um lado e escassez do outro. Comer
para uns é luxo e para outros é lixo! Cada um lança mão da sua própria caixa de
razões e opiniões par argumentar ou discutir o óbvio. E a política?
Infelizmente esta continua a mesma: ontem, hoje e sempre.
Jucênio
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