Passados quase duzentos
anos da declaração da independência do Brasil que cessou de vez as relações
colônia/metrópole que havia entre o nosso país e Portugal ainda prevalece
ranço de que não somos totalmente livres mesmo em nosso território. Do grito do
Ipiranga até os dias atuais já passaram várias formas de governar e modelos
políticos econômicos que na maioria continuam sem agradar o povo brasileiro. O
sol da liberdade raiou! Os brasileiros sorriram e entusiasmados cantavam e
gritavam felizes. A nossa pátria mãe foi irradiada por um júbilo indescritível!
Brasileiros juraram amor ao solo pátrio, mas poucos cumpriram. Vemos hoje
pessoas não tão patriotas como aquelas que deram o sangue e até a vida para
libertar este país do jugo português. A soberania nacional hoje está ameaçada
por causa da atuação de uma minoria inescrupulosa que arroga para si o direito
de forjar e usurpar a consciência dos filhos desta terra. São piores do que os antigos
invasores cobiçosos por nossas riquezas. A decepção é grande. Do nosso idioma
até a maneira de vestir vamos paulatinamente perdendo a identidade nacional e
devorando todo tipo de “enlatados”. As “coisas do primeiro mundo” são
atraentes. O nosso futebol não é mais motivo de orgulho: uns preferem algumas
equipes multimilionárias estrangeiras e outros juram amor para algum escrete
gringo e sem qualquer afinidade com os nossos anseios e modo de vida. Os
brasileiros independentes permanecem com a sensação de acorrentamento a um
sistema econômico mundial que suga, desintegra, deprecia e dizima qualquer
vontade em querer se desenvolver de forma autêntica. O grito de liberdade está
sendo sufocado pela total ausência de atitudes e pela concordância da maioria
com a situação política e social “capenga” que vivemos. Temos, sim, a nossa
parcela de culpa sobre cada escolha feita deliberadamente sob o manto da
democracia. A nossa independência valeu sim a pena, pois, somos
conhecidos como brasileiros! Temos a responsabilidade e dever de cuidar deste
solo pátrio ostentando uma identidade alegre e guerreira. Poucos países têm a
liberdade de expressão que nós temos. Vivemos num país livre, embora sejamos
obrigados a saciar os frutos amargos de nossa maneira displicente na hora de
escolher os nossos representantes políticos. Daí vem tudo. Somos livres afinal?
Somos responsáveis em nossas decisões ou exigimos dos outros aquilo que não
fazemos? O reconhecimento do significado altaneiro desta terra mãe só tem quem
realmente procura e sente em seu íntimo a força e a felicidade irradiada deste pujante
e maravilhoso do nome: BRASIL.
Jucênio

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