sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Independentes afinal (Editorial 30/08/2015)

Passados quase duzentos anos da declaração da independência do Brasil que cessou de vez as relações colônia/metrópole que havia entre o nosso país e Portugal ainda prevalece  ranço de que não somos totalmente livres mesmo em nosso território. Do grito do Ipiranga até os dias atuais já passaram várias formas de governar e modelos políticos econômicos que na maioria continuam sem agradar o povo brasileiro. O sol da liberdade raiou! Os brasileiros sorriram e entusiasmados cantavam e gritavam felizes. A nossa pátria mãe foi irradiada por um júbilo indescritível! Brasileiros  juraram amor ao solo pátrio, mas poucos cumpriram. Vemos hoje pessoas não tão patriotas como aquelas que deram o sangue e até a vida para libertar este país do jugo português. A soberania nacional hoje está ameaçada por causa da atuação de uma minoria inescrupulosa que arroga para si o direito de forjar e usurpar a consciência dos filhos desta terra. São piores do que os antigos invasores cobiçosos por nossas riquezas. A decepção é grande. Do nosso idioma até a maneira de vestir vamos paulatinamente perdendo a identidade nacional e devorando todo tipo de “enlatados”. As “coisas do primeiro mundo” são atraentes. O nosso futebol não é mais motivo de orgulho: uns preferem algumas equipes multimilionárias estrangeiras e outros juram amor para algum escrete gringo e sem qualquer afinidade com os nossos anseios e modo de vida. Os brasileiros independentes permanecem com a sensação de acorrentamento a um sistema econômico mundial que suga, desintegra, deprecia e dizima qualquer vontade em querer se desenvolver de forma autêntica. O grito de liberdade está sendo sufocado pela total ausência de atitudes e pela concordância da maioria com a situação política e social “capenga” que vivemos. Temos, sim, a nossa parcela de culpa sobre cada escolha feita deliberadamente sob o manto da democracia. A nossa independência valeu sim  a pena, pois, somos conhecidos como brasileiros! Temos a responsabilidade e dever de cuidar deste solo pátrio ostentando uma identidade alegre e guerreira. Poucos países têm a liberdade de expressão que nós temos. Vivemos num país livre, embora sejamos obrigados a saciar os frutos amargos de nossa maneira displicente na hora de escolher os nossos representantes políticos. Daí vem tudo. Somos livres afinal? Somos responsáveis em nossas decisões ou exigimos dos outros aquilo que não fazemos? O reconhecimento do significado altaneiro desta terra mãe só tem quem realmente procura e sente em seu íntimo a força e a felicidade irradiada deste pujante e maravilhoso do nome: BRASIL.  

Jucênio

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