quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Parece que foi ontem (editorial 13/09/2015)

Não sabemos ao certo o que aconteceu. Não temos mais a noção do tempo perdido e também não conseguimos mensurar acertadamente tudo o que deixamos de realizar. Preciosos minutos desperdiçados. Dias de luta misturados com outros de farra e fantasia. Ontem foi o carnaval daqui a pouco será de novo natal e sem  viver verdadeiramente pensamos: parece que foi ontem. O ano novo trouxe novas promessas, sonhos e perspectivas. Parece que foi ontem! Mas ele também está se acabando. Alguns meses hoje e daqui a pouco apenas serão alguns dias que nos separarão de outro ano novo. É vida que segue. Dormimos debruçados em nossa cômoda indolência. A chuva é tão passageira como os dias de sol e o  mar revolto quebra na praia de forma estrondosa, pois, à noite quem imperará será o terral! Trabalhamos em busca da realização de nossos sonhos; sonhamos com um futuro melhor. Todo dia o mesmo dilema: cair na mesmice ou insistir em acreditar em nosso potencial diante de situações tão adversas? Às vezes agimos obstinadamente contra nós mesmos. Perdemos alguém que gostávamos muito. Foi uma passagem. Corremos atabalhoadamente em busca de futilidades que nos soterrarão antes de vermos a alegria do nascer do sol e a graça do ocaso vermelho alaranjado. Mudamos de emprego, de casa, de família e de situação. Colhemos o que plantamos e vivemos saboreando esses frutos sejam eles doces ou amargos. Ganhamos e perdemos de tudo um pouco. Esquecemos mais uma vez de aproveitar o que nos é ofertado diariamente. Insistimos em não querer viver ou vivemos sem noção de tempo, espaço ou  qualquer  modo livre. Agrilhoamo-nos em nossa estranha mania de tudo saber e querer. Perdemos o sentido da vida ao lado dos nossos semelhantes. Nossos amigos se mudaram; nossa praça está florida  em pleno inverno. Ganhamos e perdemos várias vezes e a derrota nos despertou para buscarmos sempre as vitórias. Os filhos cresceram e os pais pratearam os cabelos. Ontem e hoje parece tão perto porque não vivemos intensamente o presente.

Jucênio

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