quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Cadê a minha parte? (editorial 08/11/2015)

Domingo passado ao entregar a lista de atletas de uma das equipes  lá estavam,  alguns atletas, diretores, técnico e também uma mesa de café da manhã bem sortida e a espera de outros jogadores desta equipe que estavam a caminho do campo.  Esse fato é comum a todas as equipes; acredito. De repente veio na memória uma época não muito distante onde  isso quase não existia. Era  o tempo que se jogava futebol amador de verdade. Em alguns casos  o  único incentivo era o grito de guerra antes das partidas, o do  gol quando  marcado e por fim o de é campeão! Acordavam cedo e alguns  andavam distâncias consideradas para jogar.  Eram bons jogadores que nada exigiam a não ser um passe de qualidade. A vitória era autêntica e ninguém cobrava nada por isso. Andavam em grupos de dois ou três no caminho para o campo. Amizade sadia! Hoje infelizmente o que vemos são atletas, diretores e até equipes totalmente descompromissadas com a essência do futebol amador. Não fazem por esporte! Jogadores que de antemão negociam e exigem o que querem para vestir o uniforme e entrar em campo. Tudo serve como moeda de troca para colocar um  atleta em campo desde um simples churrasco até “quantias generosas”.  Alguns até  incrementam suas rendas pessoais com este ato, entretanto, sabemos pela prática que, às  vezes, estes jogadores exigentes   não representam em campo o que julgam valer. Os incentivos em  alguns casos são válidos pela atenção dispensada e pelo ambiente  familiar que é criado com pessoas às vezes tão estranhas. O que grosso modo percebemos  e que parece estranho é o exagero no trato com determinados atletas principalmente com os que pedem alta quantia para jogar  e  esquecem que o colega ao lado não recebe nada por isso. Caso as equipes não dêem o que eles pedem simplesmente somem e deixa a equipe “na mão” com uma desculpa esfarrapada qualquer. Por outro lado tem aqueles diretores de equipes exigem campeonatos com premiação cada vez mais alta e esquecem que justamente isso é que fomenta a grande massa desses pseudo atletas. È preciso ponderar esta situação, pois, o que fazem os campeonatos serem bem sucedidos são a qualidade técnica dos atletas, arbitragem de qualidade, equilíbrio emocional e a capacidade mental de seus diretores e, é claro,  o senso de organização e amor a causa de quem faz acontecer cada certame. O público verdadeiro agradece.

Jucênio

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