Domingo passado ao entregar a lista de
atletas de uma das equipes lá
estavam, alguns atletas, diretores,
técnico e também uma mesa de café da manhã bem sortida e a espera de outros
jogadores desta equipe que estavam a caminho do campo. Esse fato é comum a todas as equipes;
acredito. De repente veio na memória uma época não muito distante onde isso quase não existia. Era o tempo que
se jogava futebol amador de verdade. Em alguns casos o único incentivo era o grito de guerra antes
das partidas, o do gol quando marcado e por fim o de é campeão! Acordavam
cedo e alguns andavam distâncias
consideradas para jogar. Eram bons
jogadores que nada exigiam a não ser um passe de qualidade. A vitória era
autêntica e ninguém cobrava nada por isso. Andavam em grupos de dois ou três no
caminho para o campo. Amizade sadia! Hoje infelizmente o que vemos são atletas,
diretores e até equipes totalmente descompromissadas com a essência do futebol
amador. Não fazem por esporte! Jogadores que de antemão negociam e exigem o que
querem para vestir o uniforme e entrar em campo. Tudo serve como moeda de troca
para colocar um atleta em campo desde um
simples churrasco até “quantias generosas”. Alguns até
incrementam suas rendas pessoais com este ato, entretanto, sabemos pela
prática que, às vezes, estes jogadores exigentes não representam em campo o que julgam valer.
Os incentivos em alguns casos são válidos pela atenção dispensada e pelo
ambiente familiar que é criado com pessoas às vezes tão estranhas. O que grosso
modo percebemos e que parece estranho é
o exagero no trato com determinados atletas principalmente com os que pedem
alta quantia para jogar e esquecem que o colega ao lado não recebe
nada por isso. Caso as equipes não dêem o que eles pedem simplesmente somem e deixa
a equipe “na mão” com uma desculpa esfarrapada qualquer. Por outro lado tem
aqueles diretores de equipes exigem campeonatos com premiação cada vez mais
alta e esquecem que justamente isso é que fomenta a grande massa desses pseudo atletas.
È preciso ponderar esta situação, pois, o que fazem os campeonatos serem bem
sucedidos são a qualidade técnica dos atletas, arbitragem de qualidade,
equilíbrio emocional e a capacidade mental de seus diretores e, é claro, o senso de organização e amor a causa de quem
faz acontecer cada certame. O público verdadeiro agradece.
Jucênio
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