Viver e saber conviver
com o próximo tem sido o caminho
mais curto para um mundo em paz. E
a forma como concordamos ou discordamos
que podem gerar amizades ou conflitos. Elas
tem a sua forma de ver e sentir o
que nós também percebemos. Ao longo do tempo surge a nossa frente várias
pessoas e cada uma com o seu modo peculiar de viver. Neste campo minado que
calcamos diariamente estão o respeito, a educação, a raiva, o desapontamento e
demais reações de nosso íntimo. Será que exigimos demais das pessoas o que não
fazemos? Como estamos reagindo diante de situações tão banais como um simples
bom dia não respondido? Porque insistimos em querer que os outros façam o que
não fazemos. Qual é o segredo da boa convivência quando pensamos somente em
nós? Onde estão os direitos dos
parentes, vizinhos, amigos
e demais pessoas que interagimos diariamente sejam elas conhecidas ou não? Sem
considerar os outros e o espaço de cada um
é complicado seguir em frente. Não estamos sabendo lidar com as nossas
emoções. Existem situações em que as
pessoas não podem sequer olhar umas para as outras. O trânsito virou um barril de pólvora
pronto para ser detonado! Hoje ele faz muitas vítimas em situações que bastavam
alguns segundos a serem pensados e gotas de serenidade e bom senso para
resolvermos o impasse. Até mesmo numa relação a dois que começa com
tantas juras de amor se não houver carinho e compreensão pode ter um fim
trágico. Infelizmente nem o núcleo familiar está isento de situações desagradáveis. A família vai
adquirindo formas que escapam do seu próprio conceito e a sua estrutura
original vai ficando completamente minada. A nossa juventude dança cambaleante
e entoa gritos de guerra. O que podemos
observar é que as pessoas acostumaram-se a cultivar dentro de si o ódio, a
desconfiança, a arrogância e tantos outros males considerados como “munição”
para a solução dos problemas atuais. Esta cegueira não deixa vislumbrar os
sentimentos intuitivos de amor, cordialidade, justiça e paz. Esquecem que estes
sim geram o respeito, a solidariedade, o altruísmo etc. Fazer o bem está
sendo atribuído aos “bobos”. Devemos aprender a observar a nós mesmos a escutar
o que diz o nosso coração e obedecer as suas advertências, pois, o bem do
próximo depende de como os tratamos e a nossa paz está vinculada à
maneira de como estamos dando a paz aos outros. Pulando obstáculos, driblando problemas,
explodindo a qualquer momento vamos contornando tudo nesse imenso campo minado.
E acertadamente como diz a velha canção
"É preciso saber viver..." E isso, hoje mais do que nunca virou regra
para a nossa tão solapada convivência.
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Jucênio

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