quinta-feira, 21 de julho de 2016

Campo minado (Editorial 17/07/2016)



Viver e saber conviver  com o próximo  tem sido o caminho mais curto para um mundo em paz.  E a  forma como concordamos ou discordamos que podem gerar amizades ou conflitos.  Elas  tem a sua forma de ver e sentir  o que nós também percebemos. Ao longo do tempo surge a nossa frente várias pessoas e cada uma com o seu modo peculiar de viver. Neste campo minado que calcamos diariamente estão o respeito, a educação, a raiva, o desapontamento e demais reações de nosso íntimo. Será que exigimos demais das pessoas o que não fazemos? Como estamos reagindo diante de situações tão banais como um simples bom dia não respondido? Porque insistimos em querer que os outros façam o que não fazemos. Qual é o segredo da boa convivência quando pensamos somente em nós? Onde estão os direitos dos  parentes,  vizinhos,  amigos e demais pessoas que interagimos diariamente sejam elas conhecidas ou não? Sem considerar os outros e o espaço de cada um  é complicado seguir em frente. Não estamos sabendo lidar com as nossas emoções.  Existem situações em que as pessoas não podem sequer olhar umas para as outras. O  trânsito virou um  barril de pólvora pronto para ser detonado! Hoje ele faz muitas vítimas em situações que bastavam alguns segundos a serem pensados e gotas de serenidade e bom senso para resolvermos  o impasse.  Até mesmo numa relação a dois que começa com tantas juras de amor se não houver carinho e compreensão pode ter um fim trágico. Infelizmente nem o núcleo familiar está isento  de situações desagradáveis. A família vai adquirindo formas que escapam do seu próprio conceito e a sua estrutura original vai ficando completamente minada. A nossa juventude dança cambaleante e entoa gritos de guerra.  O que podemos observar é que as pessoas acostumaram-se a cultivar dentro de si o ódio, a desconfiança, a arrogância e tantos outros males considerados como “munição” para a solução dos problemas atuais. Esta cegueira não deixa vislumbrar os sentimentos intuitivos de amor, cordialidade, justiça e paz. Esquecem que estes sim geram o  respeito, a solidariedade, o altruísmo etc. Fazer o bem está sendo atribuído aos “bobos”. Devemos aprender a observar a nós mesmos a escutar o que diz o nosso coração e obedecer as suas advertências, pois, o bem do próximo depende de como os  tratamos e a nossa paz está vinculada à maneira de como estamos dando a paz aos outros. Pulando obstáculos, driblando problemas, explodindo a qualquer momento vamos contornando tudo nesse imenso campo minado. E acertadamente como  diz a velha canção "É preciso saber viver..." E isso, hoje mais do que nunca virou regra para a nossa tão solapada convivência.
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Jucênio

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