Como “carneirinhos dóceis”, seguimos aceitando muitas situações desagradáveis. Cada vez mais exercitamos a nossa paciência fazendo como se nada estivesse acontecendo. Os lobos “na pele de cordeiro” nos impõem uma seqüência quase interminável de descasos preconceitos, abandonos, humilhações e outras mazelas sociais. Sem querer se inteirar dos fatos vamos mansamente sem saber para onde, devido à falta de discernimento como também pela alienação completa de tudo o que nos cerca e influi diretamente sobre nosso viver. Isso nos faz de certa forma concordar como sendo justo o que nos prejudica. Para não sermos incomodados evitamos a troca de um produto defeituoso ou até mesmo a ignorar uma pequena e inofensiva caixa de sugestões. Nosso brado parece vir contra nós mesmos. Nossa luta incansável evapora-se por causa da morosidade em perceber, o quanto antes que, o erro estava em cada de um nós mesmos enrustido sob o manto da preguiça e do comodismo. Não consultamos as leis nem procuramos saber sobre decretos, emendas e etc. Deixamos ao cargo dos senhores doutores e, assim extravia-se no marasmo moderno a nossa vontade de lutar pelos mesmos. Nossos herdeiros seguem o mesmo caminho consentindo que a alcatéia faminta devore, paulatinamente, as idéias. Sem querer ser revolucionários nem partidário de qualquer segmento, sentimos a falta do lobo de verdade e não da ovelha mansa que abaixa a cabeça pra tudo! Saber reivindicar os nossos direitos com a concomitante responsabilidade do dever plenamente cumprido já é o início do progresso e da cidadania tão almejada por cada um de nós. Não é preciso manifestações, protestos, piquetes, alto falantes, faixas e etc., mas sim uma verdadeira revolução íntima que nos faça tomar consciência de nós mesmos e de que maneira nos relacionamos com os nossos semelhantes. Se atentarmos para o fato de que: “os nossos direitos terminam onde começam o dos outros”, valorizaremos e seremos valorizados. O lobo de verdade busca com altivez o que é útil para todos e não apenas para si. Sabe o momento certo de agir perante uma situação adversa. Lutar, vencer, agir, ter perseverança são suas qualidades próprias. Quando aceitamos tudo o que nos é imposto sem luta, sem resistência, sem análise contribuímos de certa forma para o fim dos poucos lobos que ainda restam. Rugir sem finalidade não é querer resolver uma determinada situação. É preciso agir de fato, com sabedoria e destreza fazendo uma verdadeira análise severa em nosso interior!
Por: Jucênio Cordeiro
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