Uma alegria indefinida invadiu o meu ser.
O seu primeiro sorriso ficou registrado em meu coração.
Jurei: seguir-lhe-ei com meus olhos!
Te peguei no colo, andamos de mãos dadas, brincamos até.
Umas palmadas esporádicas e depois o seu abraço me ensinava como isso às vezes era desnecessário.
Segues hoje a época dos devaneios, me chamas de coroa.
Diz-me que sou bobo por me importar em demasia contigo...
Não adianta: Seguir-lhe-ei com meus olhos.
Faço isso por ser PAI. Essa pequena palavra tão complexa, mas que encerra amor e severidade.
Sou seu pai herói, amigo fiel, professor rigoroso, parceiro divertido etc.
Hoje atingi a maturidade de um homem que a sociedade resolveu chamar de “velho”.
Você me abraça, me beija e diz: “Te amo meu velho!” E me ensina com toda a ternura que não é tão ruim assim. Você vai embora. Esse homem, outrora, rude e severo chora furtivamente e diz:
Te amo meu filho! Seguir-lhe-ei com meus olhos!
FELIZ DIA DOS PAIS!
Jucênio Cordeiro
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