Pisca-pisca (editorial 14/12/2014)
A cidade estava
iluminada era o ano de 1983. Maravilhado contemplava as lâmpadas multicoloridas
que acendiam e apagavam intermitentemente. Estavam fixadas em local alto,
tinham o aspecto de gambiarras e formavam figuras natalinas típicas como: árvore
de natal, papai noel, anjos etc. Piscando lembravam estrelas encadeadas como se
fossem o elos de uma imensa corrente. A sincronia do intervalo entre o apagar e
o acender era encantadora. Meus olhos atentos festejavam as cores brilhantes da
época natalina que chamava a atenção pela simplicidade dos enfeites. Qual
vaga-lumes eles estavam em toda parte: árvores, casas, ruas, avenidas e até em
lojas como a Tio Correa e a Frutos Dias! Um colorido refulgente fazia alegres
crianças, adultos e idosos. Hoje as luzes artificiais que simbolizam o natal são
de LED e muito mais potentes! As figuras são cada uma mais bonita que a outra e
o garoto moderno sorri quando vê a selfie que tirou com o seu celular unindo
sua imagem ao símbolo da festa. A noite de natal é barulhenta e a paz nem nem
sempre é respeitada. Mais bebidas do que comidas! Menos sonhos e mais
fantasias! Os presentes são mais interessantes de quê quem os dá. O comércio
agradece! Assim como os pisca-piscas são algumas pessoas: brilhantes ou
apagadas em seus sentimentos. Algumas expõem suas vitudes sem se preocupar com
quem receberá a luminosidade; outras derramam suas mágoas aleatoriamente sem
querer saber o que elas podem causar ao próximo. Precisamos apenas ver no
próximo a nossa imagem. O que queremos ou desejamos de bom devemos também presentear
ao próximo. Ora acendendo, ora apagando seguimos lidando com os nossos sentimentos
em busca de desenvolvimento, equilibrio e paz de espírito.
Jucênio
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