sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pisca-pisca (editorial 14/12/2014)



            
A cidade estava iluminada era o ano de 1983. Maravilhado contemplava as lâmpadas multicoloridas que acendiam e apagavam intermitentemente. Estavam fixadas em local alto, tinham o aspecto de gambiarras e formavam figuras natalinas típicas como: árvore de natal, papai noel, anjos etc. Piscando lembravam estrelas encadeadas como se fossem o elos de uma imensa corrente. A sincronia do intervalo entre o apagar e o acender era encantadora. Meus olhos atentos festejavam as cores brilhantes da época natalina que chamava a atenção pela simplicidade dos enfeites. Qual vaga-lumes eles estavam em toda parte: árvores, casas, ruas, avenidas e até em lojas como a Tio Correa e a Frutos Dias! Um colorido refulgente fazia alegres crianças, adultos e idosos. Hoje as luzes artificiais que simbolizam o natal são de LED e muito mais potentes! As figuras são cada uma mais bonita que a outra e o garoto moderno sorri quando vê a selfie que tirou com o seu celular unindo sua imagem ao símbolo da festa. A noite de natal é barulhenta e a paz nem nem sempre é respeitada. Mais bebidas do que comidas! Menos sonhos e mais fantasias! Os presentes são mais interessantes de quê quem os dá. O comércio agradece! Assim como os pisca-piscas são algumas pessoas: brilhantes ou apagadas em seus sentimentos. Algumas expõem suas vitudes sem se preocupar com quem receberá a luminosidade; outras derramam suas mágoas aleatoriamente sem querer saber o que elas podem causar ao próximo. Precisamos apenas ver no próximo a nossa imagem. O que queremos ou desejamos de bom devemos também presentear ao próximo. Ora acendendo, ora apagando seguimos lidando com os nossos sentimentos em busca de desenvolvimento, equilibrio e paz de espírito.

Jucênio

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